Longos extensíveis campos, de meu nascimento ao longe a
igreja no entoar de seu sino, entre o vento do norte e o nascer do sol no sul,
o papagaio que uma criança faz voar entre o sonho e o acordar, a lua se deita
feliz por mais uma noite cumprida, os velhos ocupam seus bancos e apregoam suas
lendas, nas mãos os ases e valetes em mais uma cartada diária, as lavadeiras
elevam roupas sujas, lavam as vestes entre mas línguas das vizinhas entre os pássaros
que cantam a vida! O velho moinho de água ainda vive sobre o riacho protegendo os
peixes, e os putos chapinam os pés em tais águas cristalinas, os campos se
enchem para serem semeados as uvas podadas e mais um brinde entre o vinho da
amizade entre os risos verdadeiros o aperto de mão é forte.. O bom dia chega com
vida, afinal aqui se vive criando novas cores. O comboio ainda longe anuncia sua
chegada trazendo promessas de novas mudanças! Esta é a tela! Minha existência
cidade de meu nascimento, sinos meus.. Sinos de tua face de cabelo solto ao
relento de um momento em que tudo parou, lago dos desejos esquecidos habitados
pelos brancos cisnes que me engrandecem o olhar, aqui construo meu jazigo uma
ponte robusta de um sonho em vida cumprido de um sonho em vida vivido, pintado
por um coração, esbanjando o sonho!
A lágrima distinta a tal porta cai Como uma campainha que inunda Nossa porta por abrir
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terça-feira, 12 de março de 2013
Na liberdade das andorinhas
Ainda te
lembras do frio que nos gelou
As gaivotas
contra o vento a voar
Um sorriso,
um coração a bater
Ainda sabes
a minha morada, onde me encontrar
Pela estrada
da vida sabes caminhar
De mão no
bolso
Brincando a
macaca
Eu de pião
na mão
Quem rasgou
o céu e teu nome escreveu?
Quem
perguntou por ti
Eu estou
aqui sozinho
Na ansia do
teu olhar
Ao alcance só
de ti
Em cada
montanha vencida
Eu sussurro
Eu desnudo
ao vento
Eu te
escrevo
Te invento
de novo
Como um
forte luar
Mulher a Ti!
Quero agarrar
Para não
mais largar
Onde estas
tu nesta maresia que se estende a meu deserto
Farás tu os
voos rasos da loucura
Na liberdade
das andorinhas
Me chamaras
tu de primavera
A cada beijo?
segunda-feira, 11 de março de 2013
Para ti pequena Ana
Chove sim,
entre teu corpo já molhado
Teus pés
amargurados
Arrastam a
lama do silêncio
Entre as
vozes que se extinguem
Sem pudor as
cores se pintam
E o arco íris se desnuda entre o ser e o querer
Pesados são
esses passos!
A vida foi
feita para viver!
Não para ser
observada!
Absorve a
fluidez e sente a vida em ti
Não lamentes
o que foi, novos sonhos virão
Cavalgantes,
pujantes
Olha o céu!
Pula de
nuvem em nuvem e deixa o sol na terra brilhar
Amanha será
um novo dia
E tu vais
nele gostar de acordar!
Por agora
cria o sonho
Amanha quem
sabe um milagre acontece!
Para ti pequena Ana,Amiguinha que a vida sempre te sorria entre todas as ondulações que iras encontrar!
sexta-feira, 8 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
Pode alguém? O mundo cavalgar!
Por agora serei
vendaval
Serei barco a remos
Entre as areias de
teu mar
Gaivota ao vento
Voando em teu corpo
Deserto escaldante
Entre o beijo
E o abraço por dar
Entre o amanha
ressurgira
Será um momento
Onde o toque
Se torna suplica
Um farol de tempo
Milésimo de segundo
Eterna essa onda de
mar
Maresia doce e
salgada
Pode alguém? O mundo
cavalgar!
icebergue
Pode o sol não mais erguer
E as gaivotas não
mais ao céu voltar
Pode o mar se
esquecer de nós
E suas ondas não mais
partilhar
Pode tudo gelar
E o sonho partir
Entre um icebergue
Rasgado pelo fogo
Que arde sem se ver
Pode essa paixão
sobreviver
Se houver como a ela
recorrer
Nesse mistério
Nesse amanhecer
Quem sabe
Nasce um coração que
quer viver
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