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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Que se rogue ao amor

É manha que acorda
Sem na noite se deitar
São as luzes que se apagam
Neste teu caminhar

Olhos que se fecham
Para não ver passar
Vozes que se calam
Por não poder sonhar

Que se rogue ao amor
Que se possa ele soltar
Que as estrelas o possam guiar
Entre o vento da ternura


Sonhos vividos
Outros esquecidos
Tatuagens marcadas
Em tempos de dor

Montanhas por escalar
Desertos por habitar
Flores por plantar
Na arte
No querer
Na vontade de amar

Que se rogue ao amor
Que se possa ele soltar
Que as estrelas o possam guiar
Entre o vento da ternura


Que se soltem os ventos
Que se esqueçam os tempos
Navegando de mar em mar
De terra em terra

Há sempre um lugar
Alguém para abraçar
No desejo
Na paixão
De um belo dia por acordar

Anda lento este tempo
Não sabe cuidar
Não sabe quem procurar
Não encontra
A arte de amar

Que se rogue ao amor
Que se possa ele soltar
Que as estrelas o possam guiar
Entre o vento da ternura

Temos tudo aqui tão perto
Para construir a jangada do amor

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