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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Poema que escrevia

Cheguei tardio ao coração que bate no peito
Cheguei tardio a dor que ai ardia
Adormecera na tarde em que teu corpo padecera
Amanhecera sem a estrela que na noite partira

Entardecia na ternura da bravura
 Despido nessa hora mais longa
Sobre o beijo que me prometia
E sofria… Sofria na loucura dessa amargura

Cheguei tarde, tardio na noite que já amanhecia
No vento quem em pedaços partira
Cheguei tarde, tardio ao suspiro em teu peito
E meu poema sofria, sofria

Na mão que te tremia por esse sopro não alcançar
Coração que batia... Batia na esperança de suspirar
Os silêncios intensos que nos procederam
Sem ter a certeza se havia vida no amor ou amor na vida

Tardio, cheguei tarde ao céu aberto
Ao mar deserto pela neblina do incerto
Vesti de preto o corpo tardio
Neguei o medo que me vencia

Entre a face que em ti existia
E o corpo que em mim envelhecia
Cheguei tarde, tardio a vida que existia
Tardio, cheguei tarde ao poema que escrevia

Filipe Assunção

1 comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Muitos dias chegamos tarde e tão tarde que nem vemos o dia e a liberdade