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sábado, 6 de novembro de 2010

Espera ai!

Você viajou no tempo
Entre a vida e a morte
Viu este mundo sangrento

Espera ai!
Você ouviu as vozes de lamento
Almas morrendo por falta de alimento
Crianças perdendo o crescimento

Espera ai!
Você viu a mulher ser humilhada
Viu o pobre pedindo nada
A morte da guerra matada

Espera ai!
Você ficou em silêncio
No egoísmo do imenso
Cheirando sua vida de prazer

Espera ai!
Você nem tentou
Você se calou
Espera ai!
Você nem gritou?

2 comentários:

Flávio Miguel Mota Pereira disse...

Espera ai, tudo é real
Crianças passam fome
Pobres morrem no estendal
Em que a vida é o que propriamente consomem

Não olhes para o teu poema como lamento, olha como grito, disseste aqui uma coisa bem poderosa

SolBarreto disse...

Adorei !
Sabe encantar com poemas romanticos, mas tambem sabe nos colocar a pensar, a ver, a sentir as coisas do dia a dia, aquilo que muitos fingem nao ver...
Amei isso!