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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Rapidamente, tenebrosa

Rapidamente, tenebrosa
Em lágrimas de sangue
O grito que nos acorda
Para a realidade

Quem trouxe a dor
Quem inventou a saudade
Quem matou o amor
Quem destrui a irmandade
Desenfreados procurando o nada

Sentindo o vazio
Na correria de um dia normal
Louco, louco egoísta
O sol já pouco brilhara

Eu estarei sempre aqui
Carregando-te a meu colo
Tocando teu corpo
Nessa gruta onde as aguas me descansam

Não tenho tempo
No tempo que não me foi dado
Foi amado
Mas nunca ninguém ficou a meu lado

Entreguei a razão
A alma o coração
No agora
Apenas tenho a minha solidão

Errei por não ser
Não saber viver neste mundo
Ele não me é cruel
Nem de fel
Apenas minha bondade
Não sirva para este lugar

E hoje te digo
Em grito
Vou partir
Para onde não sei
Aqui mais ficarei

E se um dia voltar
Não será mais para amar
Porque já terei amado
Tudo que tenho para amar

Rapidamente, tenebrosa
Em lágrimas de sangue
O grito que nos acorda
Para a realidade

2 comentários:

Luís Coelho disse...

A nossa vida é sempre uma partida e cá andamos de malas carregadas.
Umas quantas saudades, tritezas, algumas alegrias e muitas surpresas em cada dia.

Desejo-te BOAS FESTAS e que continues em viagem em 2011 aprendendo sempre por tudo quanto amamos e tambem pelas coisas imperfeitas.

Aceita um abraço de amizade livre e sem fronteiras.

IT disse...

Uma expressão visceral e silenciosa!

De dentro pra fora.Aqui,agora.

Solte o grito!Haverá amor infinito.

Grande Abraço de IT