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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Interioridades


Sou poeta
Mas não é dom não
É maldição
Que me magoa o coração
E um trovão
Que me atinge o corpo
E uma ma solução
Para entrar nessa vida em contra mão
Sou sincero
Mas mesmo assim a vida
Me quer matar
E meu amor roubar
Não sei quando ela vai parar
Mas eu estou aqui para enfrentar
E digo a vida me mata!
Pois eterno vai ficar
JÁ OUVIU A MUSICA
Sou silêncio
Em forma de labirinto
Corpo que te sinto
Na loucura
Na bravura
Sim eu sou aventura
Uma ponte entre nos
Sou uma voz que se cala
E grita seu nome
Não sei quem sois
Mas sei quem és
Mulher entre mares
Vestindo de preto
Porque esperas o pescador?
Ele foi para o mar
Quem sabe se ele ira voltar!
Nessa lágrima
Nessa onda
Nesse mar
É um sonho
Que você tem que aprender a sonhar
Talvez soluçar!
Existe um amar
Por amar
Seduzir ao raiar
Castelo de areia
Menina doce de gelado
Entre o sorriso de um pai babado
Que tomou seu porre na nascença
Quem te vai olhar?
Quem te vai escutar
Nessa sombra nesse luar
Eu estou aqui!
Você em qualquer lugar!
Terá força para trepar essa trepadeira
Esse figo maduro
Que plantou antes de o sol raiar
Olá minha imã daqui sou eu no orelhão
Falando de Portugal
Mandando saudades
Cartas de verdades
De origem humilde
Cantando saudades
E agora onde ficam as verdades
Do coração
Só nessa paixão
De querer viver
Na lição perdoar no querer aprender
Que as margens branqueiam a alma
E matam essa saudade
Esse poema foi escrito de verdade
Por mim e mesmo assim sinto essa saudade.

1 comentário:

MariAne disse...

Desta sina não podes fugir,
És poeta sim
Mas considero a ti como dom,
dom de por em letras a vida
Das palavras que te fazem respirar
espelham todo teu interior
Verdade, nada escondes
Falas o que nem chegou ainda ao pensamento, sei bem o que é isto
Mas não é maldição não, neste labirinto vivo, tens firme tua direção, tanta bravura, sintonia talvez até loucura, e por que não?
Tens teu amor, tua musa, teus sonhos, tua garra. Inspiração constante que sinto ao ler-te aqui e acolá.
Não te cales marujo da letras, nunca; em tempestades e calmarias, terás por certo uma escrita a saltitar-lhes entre os dedos
Hoje sentes saudades, amanhã terás tua realidade.
Abraços de quem te lê, e daqui torce por ti!