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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Num final de tarde qualquer

Apenas esse fim de tarde
Resumido em cor
O suor de teu rosto
Ao chegar atrasada

Não é um encontro
Nem um quadro por pintar
É um livro por escrever
Uma historia por criar

Um momento único
Onde te posso olhar
Teu rosto ao som do mar
Teu coração a tremer

Num fim de tarde para amar
Palavras são precisas
Para voar
Para sonhar

Somos eternos
Sem vestimentas para tirar
Barco perdido
Mastro partido
Sem farol para guiar

Apenas nesse fim de tarde
Em que te posso mais uma vez encontrar
Nessa lágrima
Que o tempo não parou de brotar
Em flor em amor
A chuva que te molhou
Nas pedras que em ti caíram
No chão que em ti cedeu
Quem sou eu?
Sim! Quem sou eu no teu agora?
Serei a glória sem demora?
Ou o eterno nada!

Quando nesse final de tarde
Te entrego mais que meu corpo
Mais que minhas palavras
Te abro minha alma
No convite tardio para lá entrar

E nesse medo de te ver
Nesse impasse de te perder
Te agarro a mão
E desço o mais fundo possível
Nesse lugar que só a ti posso mostrar

Num final de tarde qualquer
Em um lugar qualquer
Em que eu!
Apenas a ti me quis entregar.


1 comentário:

MariAne disse...

Num final de tarde... outras portas podem ser abertas...
A esperança nunca morre, poeta. Acredita em ti!