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terça-feira, 15 de março de 2011

E tu não cantas para mim

A noite começa
Em silêncio desolada
Pelo momento que se lhe entristece
Os cabelos estão soltos em cada esperança

E pelas pisadas
Vagueias silenciosamente
Sobre a lua
Na noite que inicia
Acordando o vazio
Do ser
Esperançado
Na noite em silêncio
Tento escutar tua voz
A melodia da tua canção

E as noites passam
Com os dias interrompendo
Minha busca
E as semanas passam
E tu não chegas
Não abres a porta
Até eu te ouvir cantando novamente
Estarei procurando
Rastos de ti
Pistas de um caminho
Que me leve outra
A noite chega silenciosa
E tu não cantas para mim
No dia que veio a ser noite
Na noite que veio a ser dia

Como espelho que reflecte minha face
Numa mascara que criei em mim
Até cantares de novo
Eu estarei sem paz

Sem tua voz
Em cada noite silenciosa
A melodia não tem cor
Até que cantes de novo para mim

E de mar em mar
De luar em luar
Ate o sopro
Me pedir descanso
Eu te ouvirei de novo a cantar

Talvez oiças meu apelo
Trazido pelo vento
Que te acaricia a noite fria
E teu coração cante de novo
Para mim


3 comentários:

Verinha disse...

Meu poeta predileto [:)]
Beijoquinhas em seu coração...
Verinha

Cria disse...

Sofrido, mas belo demais !!! Beijos.

Marli Boldori disse...

Meu gosto pela leitura de poemas se aprimora quando visito seu espaço,como é enaltecedor poder ler e refletir sobre o que os poemas querem que entendamos deles.Parabéns,pela sensibilidade.Um grande abraço!