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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Suspirando a recordação


Um trilho que acerca
Entre o vazio
Criando a sensação de uma vida vivida
Trilho de onde me agonio

Recorrendo as palavras gastas
Recosto um patamar de brisa em mim
Suspirando a recordação
Que em mim subsiste

Trepando cada montanha
Escutando cada segredo
Em corpo que se verga
A um peso impossível de carregar

Pequeno passo
Entregue ao caminho extinto
De um coração sem morada para habitar
Na construção do irremediável medo de seguir
As vozes são muitas que me acenam
Sons entre frases incompletas
De um mundo submisso ao contratempo

Trazendo destruição
Que se padece
Entre uma única razão
De um amor que cresce sem se ver

Renascendo eu te escuto
Escutando por escutar
Fingindo que posso fingir
Que tudo foi feito para amar

Vergo a cabeça em sinal de respeito
Sem saber bem o que respeitar
E avisto o fogo que arde em segredo
Preparando a refeição do novo dia

Onde o espírito se pranteia
Na fome da vida
Cansado da alma se esconder
Da razão
Da verdade

O trilho é incerto
Estreito e desperto
Sombrio no vento que nos assombra
Entre o sol que queima o destino por traçar
Que desça sobre mim esse olhar duvidoso
Não provarei o que não tenho que provar
Não escreverei mentiras
Para agradar
Quem me acerca de muralhas
Me fechando em cercas sem amor
Para encontrar
Como um deserto seco
Que morre lentamente
Sobre seu pecado derramado
Eu avisto o mundo em sua decadência
Num trilho sedento
De matar o amor

1 comentário:

dctorxix disse...

Razão e emoção não costumam falar a mesma língua e que o amor é isso mesmo, meio loteria, meio destino, meio loucura.