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segunda-feira, 25 de julho de 2011

E ressurge mais uma manha

Somos teclas de um piano
Que desafinado diz olá
Apanhando o tal comboio
Numa esquina desafinada
Na gare destinada

Somos a voz que se eleva no silêncio
Palavra calada
Somos rua pelos sapatos calcada
O horizonte do mar imenso

Somos a cadeira deitada
Que nos faz manter de pé
O suor perfumado de uma guerra lembrada
 Os corpos marcados pela fé

E ressurge mais uma manha
Que nos amanhece
Sem nos perguntar
Se queremos acordar

E chega o beijo
Nas asas do vento
Leve nos lábios
Que perguntam como esta?

Sem saber esse nome
Escrevo entre a sorte
Tentando descortinar
Porque o sol queima
Quando ainda esta noite

Digo de onde venho
Mesmo sem saber onde pertenço
 Tudo gira parado
Como o colorido de uma flor
Que nasce no fim do dia

E tu pagas o café
No azedo do açúcar
Mexendo os dedos fechados
Abrindo a alma pela primeira vez
Perguntas quem pode levar a mal?

Enquanto eu bebo
O resto do inicio
Do vinho em minha boca
Sonhando com o beijo
Que não te dei
E ressurge mais uma manha
Que nos amanhece
Sem nos perguntar
Se queremos acordar


3 comentários:

Isa disse...

Sabe...que é uma grande verdade!

beijinho
ISa

Crista disse...

Buenasss...
Sou eu!!!!!
Não acredito que tu dissestes que sou a CristaCristalCristalina,a famosa Olhos Azuis!!!!!
Devias fazer de conta que não te lembravas de mim...
Assim eu iria fazer charminho,desfilar minha belezura,piscar para ti,sorrir e até CANTAR com essa maravilhosa voz de MORMAÇO que DEUS me deu!!!!
Mas tudo bem...o que importa mesmo é que te gosto do jeitinho que tu és!
Tu não vais acreditar se eu te disser que virei um picolé...de tão frio que está por aqui...mas é a pura verdade!
Até me derreti ao ler tua postagem...gostei demais,viu???
Por isso que estás sentindo esse gostinho de doçura...
Não te beijo,porque senão te meléco...ééékkkaaaaaaa...

Mari disse...

Teclas de um piano
acordes que se desfazem
sapato jogado, esquecido ao canto
De cor, sei decor
Sou trapo humano

Verde, azul ou sorte
O sonho que conduz a morte

Assenta a cadeira
de uma casa ao lago
acende a lareira
lembra o afago
doce corredeira
apago