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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Na lareira se grita já é dia

Quem cala essa voz de sorte

Ousando silenciar uma solidão de emboque

Tentativa de furto corrigindo os problemas

E se assim quiser leva também minha solidão



A doou de todo coração

No desespero

Que supera toda a emoção

A lágrima distinta a tal porta cai

Como uma campainha que inunda

Nossa porta por abrir



Não poderás esse ar respirar

Esta decidida

Me debruçarei

Sobre esse meu corpo gasto

E em tuas mentiras me deixarei uma vez

Uma só vez me embalar



Escreve tua morada em tinta de papel

Falo rápido no silencio que se aproxima

Falo neste mar cruel

Alma que se destina



Eu sou quem me respira

Na verdade não deixei de fumar

Nem de o lume abrandar

Na lareira se grita já é dia

Com a persiana entre aberta

E a janela mal fechada

O odor é frenético

A vida a cada amanhecer



Não poderás esse ar respirar

Esta decidida

Me debruçarei

Sobre esse meu corpo gasto

E em tuas mentiras me deixarei uma vez

Uma só vez me embalar
















2 comentários:

Luís Coelho disse...

Bom dia
Um poema que me parece um grito de desilusão...um pouco confuso para os meus olhos...
Ainda que seja dura a desilusão será apenas minha.
Deito-me com ela e nela me embrulho na ilusão de ser feliz.........

Daniel Silva (Lobinho) disse...

"A lágrima distinta a tal porta cai
Como uma campainha que inunda
Nossa porta por abrir"

Isto está qualquer coisa.

De resto, é a vida feita assim, ms nao só. E à noite cerrado sobrevém o dia. Mesmo que cinzento. Mas sobrevém.

Retenho também isto "Eu sou quem me respira".

Sem dúvida, amigo, sem dúvida. Nisso está a entrega e a reazão de sermos. Mesmo que as lágrimas caiam...

Um abraço assim__________