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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sendo alguém , Mesmo sem conhecer alguém


Eu sinto-o como uma gota de orvalho gelada
Desprotegido na multidão
Ao encontro do nada
Sem rumo ou direcção

Sem me tirar nada
Deixando-me a arder
Eu sei o que me foi feito
Na mente que atormente
Essa alma sem saber

De que preciso
Terei o tempo
Estarei vestido
Estando eu despido
Entre tantas mudanças

Sou moinho de vento
Rodando, rezando
Sem tempo
Alcançado um lugar
De pasmar
Sem atitude ou água
De purificar

Corro em direcção
Contra um tempo
Sem favor do vento
Corro mar adentro
Em direcção da areia
Sendo alguém
Mesmo sem conhecer alguém
Que me liberte desta despiria


1 comentário:

Natália Campos disse...

Está "sendo" muito bem! Muito bom, querido. Beijos. Au revoir (: