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sábado, 30 de outubro de 2010

Honrar tua Morada

Ergo-me a teu céu
Rogo para que me recebas
Em teus domínios sagrados
Bento meu corpo
Para ser digno do teu solo
Entro em tuas portadas
Trazendo a humildade
Aceitando tua condição
Liberto o odor do meu coração
Em tuas nuvens feitas de sal
Honro a tua existência
Bafejando amor
Ilumino teu tecto com simplicidade
Sacudo os pés da transgressão
Trago a água da vida
Para com ela construir
O rio da amizade
Para nela os pastores da noite
Se deitarem em aconchego
Solto as pombas brancas
Em sinal de paz
Abro os braços
Para te receber
Em novo começo
Os primeiros passos são dados
 Teu apúlio e crucial
 Violinos dão as primeiras palavras
A estrada erige o primeiro piano
 Liberdade é cantada
Em ventos trazidos do nada
A pouco e pouco começo a respirar
O amor que circula
Num dia que passa devagar
Transportando recordações
Lembranças pavimentadas
Em pinturas de pincel
 Lição que começou
Saber perdoar
 Muito tempo para mudar
Para querer voltar
No silêncio chega de renovado
Para sentir o amor
Voltando a casa sem pensar
Deixando a luz iluminar e encontrar
Podendo enfrentar todas as coisas
Que te quero dar
pela vida em seu novo luar





2 comentários:

Flávio Miguel Mota Pereira disse...

primeiro tu, agora eu. os convites não terminam e eu também vou aceitar

anita sereno disse...

muito bom texto
palavras profundas sentidas
perdoar é algo sublime
para que o coração posa viver em paz
que as saudardes passem que o amor retorne
neste novo luar da tua vida
bom fim de semana