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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

No rio que criei em lágrimas




Tudo me cerca
Pardal fisgado
Caído do céu
Ao encontro do vento

Que me guia a terra
Na esperança
De renascer
Eu sou aquele que erra

Desassossego
Passando ao improviso
Desse apego
Não
Não
Não te renego

Jardim na flor
Q2ue murchou
Quem pode
Se não poder agora nesse lugar caminhar
Noite de serenatas
Em sonhos
Sensações
Eu que sou o agora
De um pequeno Adeus

O que perco
No que ganhei
Ao incerto
Do que sonhei
Na plena
Penumbra
Da espera
De um amor
Ou outra coisa parecida
Eu que te rogo
Dor
Perfuro as profundezas
Desse ser sem mim
Desconheço essas
Vindimas de um vinho por provar
Essas uvas doces tuas
Amargas com o tempo
Do vinho novo que não bebi
Beberei agora velho
Eu que me aviso
Te invento
E improviso
Me renego
De joelhos
E me aviso
Eu vou querer essa paixão
Se alguém me der uma razão
Valida para amar
Apenas abraça calmamente
Esse corpo
Sou eu quem sente
E tu em meu
Em meu ser carente
Iluminas
As montanhas
O céu de fogo ardente
E de repente
O hoje se torna amanha
De um passado eterno
E eu de bengala na mão
No rio que criei em lágrimas
Recordo teu cabelo ao vento
E cada momento
A teu lado conquistado

1 comentário:

José Vitor disse...

Beleza interminável, gostei do blog. estou seguindo

abraços