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domingo, 16 de janeiro de 2011

Gostaria apenas de te ver



Gostaria apenas de te ver
no silencio
aquele silencio falado
Gostaria de não ser o que sou
Mas fazer mais vezes o que sou
Gostaria apenas de te ver
sem dia marcado
sem planos traçados
Mais leve
Entre um sorriso e outro sorriso
Gostaria que teu chão fosse relva
Entre flores plantadas
No teu coração
Que nela não crescessem raízes
Como quando você era menina
De olhar esguio
De cabelo solto
Saltando de liberdade em liberdade
Brincando ao amor
Gostaria apenas de sentir
Aquele primeiro beijo
Que você soltou tão insegura
Ainda se lembra de nos?
da nossa entrega como
Crianças correndo pelo mundo
Como um bando de gaivotas
Perdidas no tempo
Gostaria apenas de te ver
voando de novo
de asas abertas contra o vento
Nas pontes que construímos entre nos
Entre uma e outra palavra ingénua
Conquistávamos reinos sem fim
Colorindo o mundo
Aprendendo a felicidade
Sem maldade
Cavalgando sobre o amor

Gostaria apenas de te ver
E nem precisava sequer falar
Pois sei que de tudo isto você iria lembrar
E bastava apenas te dar a mão
E subir de novo ao horizonte
De onde víamos a multidão a passar
Bastava esse seu jeito subtil de olhar
Para nada mais mudar
E juntos nossa meninice de novo abraçar.


4 comentários:

José Vitor disse...

Não sei se é pretensão casual, mas encontro no teu estilo um tanto do meu ideal.

* verinha * disse...

Muito linda a poesia Filipe!.. De fato há pessoas e acontecimentos que permanecem vivos em nossa memória e por mais que o tempo passe não se desfazem. Ahh se tivéssemos o poder de voltar ao tempo.. quantas coisas maravilhosas poderíamos reviver!

Beijocas em seu coração..
*verinha*

Mina disse...

maravilhoso, suave sublime......
bjinhos

MariAne disse...

Passa o endereço deste lugar encantado, hoje estou precisando de poesia...