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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Serei teu, teu esta noite


A espreita de um caminho
Um lugar que não endireita
Ao encontro de um lugar seguro
Onde possa enterrar meu agoiro
No mal entendido da vida
Quando alguém não ouve o que lhe digo
Cortando o ar que respiro
Retirando minha mão
Em breve
O amor conta os dias
Os dias querem viver
Sem desistir
Do beijo que perdi
Selvagem apaixonante
Em corrupção com o corpo
Pedindo uma emoção
Em cada etapa
Uma nova sensação
Uma luva branca
Vestida em cada razão
Por inventar
Quando te invento
E crio em nos um momento
Pelo caminho que conheço
Que me vira ao contrario
Que me da um aparte
Que me seduz nesse corpo só teu
E novamente me torno em tua mão arma de arremesso
Na tapada de cinza
Que nos cobre em nevoeiro
E podes entrar e podes sair
Se assim for
Só em desejo
Ou amor
Mas esta tudo bem
Eu próprio nem mais sei
Se aqui se pode estar
Eu serei querida, teu
Serei teu esta noite
Sem medo, ou receio
Querida, eu serei teu esta noite
A espreita de um caminho
Um lugar que não endireita
Ao encontro de um lugar seguro
Onde possa enterrar meu agoiro
No mal entendido da vida
Serei teu, teu esta noite





2 comentários:

MariAne disse...

A vida tem esta caminhada, cada qual esolhe a trilha a seguir. É certo que por vezes é a trilha que no escolhe, mas fazer o que? Se não, apenas seguir. Andamos passos lentos e firmes, outrora são passadas largas que nos encaminham, mas de todas elas o que importa é seguir sempre cada etapa. Nesta caminhada conhecemos pessoas, lugares; há os que se permitem conhecer e sentir. E neste interim, encontra-se os poetas, escravos das emoçoes.
Filipe, novamente ao ler-te, posso sentir o quão sensível és. Usa deste teu dom pra semear o amor que transborda de ti.
Abraços de quem te lê!

José Vitor disse...

Criar um momento, recapitular paginas lidas, trazer a noite com novidade, e ser teu todas as vezes. Gostei!

Fiz um atrevimento de interpretação.

Abraços