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sábado, 5 de março de 2011

Incandescente, eu me apresento


Foram entregues ao desapego
Segredos que não querem guardar
E pela sombra eu trejeito vontades
Parapeitos entre o vento que não podem resguardar

Incandescente, eu me apresento
Me preceito entre o segundo
Que se segue onde entro
Sem vontade qual vagabundo
Eu desnudo entre o pecado
E sombreio o testemunho
E sem saber o que faço
Me deleito no abraço
De um novo ser
Criando uma forma
Única de viver

Guardo o que não quero guardar
Soltando tudo que não quero soltar
Em tamanha imperfeição
Meus olhos não ousam chorar

E fica mais uma
Uma mais
Lágrima por derramar
No poço que me acolhe bem fundo
No desejo de não me libertar
Eu te minto
Eu escuto sem escutar
Eu digo que não estou
Quando na verdade
Estou amar

Esse teu lugar
Que me transforma em nada
Que me deixa vazio
De tanto cheio
E sem saber explicar
Me sinto a viver

A nascer um dia
Enquanto não nasço
De novo para o amor
Enquanto não morro para a dor
E fica mais uma
Uma mais
Lágrima por derramar
No poço que me acolhe bem fundo
No desejo de não me libertar


3 comentários:

Verinha disse...

Sempre a nos encantar com suas escritas [:)]
Beijocas imensas em seu coração...
Verinha

MariAne disse...

Encanto de poesia
Dor enquanto vida

Flávio Miguel Mota Pereira disse...

quem te ler com o coração
Sente um apaixonado
Deitando fora os desalentos
De um mar seguro bem guardado

Parabéns filipe, um dia terei que te fazer uma coisita pah, andas a mereçer uma palavrinha minha sobre ti