Seguidores

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Para sempre

Agora que pausadamente
Recordo vazios em mim
Para sempre na saudade
De em ti existir

Ser fatalista
Batalhando o amor em mim
Porque gostar assim
Rasgando a mão
Que se ergue
No esquecimento
Planando no Livramento
Da força que se abre
Sem me dissolver
No que esqueci
Em tanto que me entreguei

E que agora?
No agora que me espera
Agora que pausadamente
Recordo vazios em mim
Para sempre na saudade
De em ti existir

Sons agudos
Nas varandas da vida
Gritos mudos
Sobre a cidade adormecida
Recorrendo ao recorrente
Pela brisa de veludo
Que me abraça
Em corrente forte que me segura
Partindo para uma nova morada
De uma razão ancorada
No rio que flui
Como um rio
Que segue na vida
Quando o sol
Se juntar ao mar
E eu de novo
Em uma vez mais te abraçar

No agora que me espera
Agora que pausadamente
Recordo vazios em mim
Para sempre na saudade
De em ti existir
Para sempre


2 comentários:

Mar disse...

Sempre e Nunca são palavras muito fortes, que se permitem apenas no uso poético...

Para sempre te amarei...
Nunca esquecerei...

Promessas apaixonadas que tem a lua como testemunha, eternas enquanto duram.

SolBarreto disse...

Concordo com cada palavra de Mar...faço coro portanto com ela