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terça-feira, 7 de maio de 2013

Entre esses espelhos partidos

Quando abro a porta para te amar
Nesse medo de não te querer perder
Eu te toco e deslumbro com o olhar
E me convenço que na minha vida você quer caber

Quando a chuva toca seu corpo
Te molhando de amor
Tu soltas esse apelo
Me dando a provar seu sabor

Entre esses espelhos partidos
Onde quebrou meu reflexo
Nesses sentimentos perdidos
Eu te amei com medos vencidos
De loucura em loucura
De quem não quis em você só uma aventura

Vou te libertar
Vou te esquecer
Mesmo sabendo que não posso deixar de te amar
Vou enlouquecer
E ate chorar
Mas meu amor, eu vou te libertar

Eu bem sei que
Posso até tentar
Talvez até sofrer
De saber que não soube amar

Nem vai tentar
Eu já sofri
Não vai lembrar
Quem te amou assim

Entre esses espelhos partidos
Onde você quebrou meu reflexo
Nesses sentimentos perdidos
Eu te amei com medos vencidos
De loucura em loucura
De quem não quis em você só uma aventura

Vou te libertar
Vou te esquecer
Mesmo sabendo que não posso deixar de te amar
Vou enlouquecer
E ate chorar
Mas meu amor, eu vou te libertar

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Eu posso até chorar

Eu posso até chorar, me dar por vencido ficar estarrecido neste momento desesperante, posso vencer, posso perder e sorrir. Posso revoltar minha voz calar não saber meu próximo consolar neste amor que se extingue em cada olhar chorando entre sorrisos, mas nunca vou deixar de imaginar você e eu na tenda de que Deus prometeu no paraíso próximo para habitar sobre toda a terra habitada!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Árvores podres

Destras sombras enraiadas de escuridão
Escotilhas e Marias
De quem grita revolução
Casas cheias de barrigas vazias

Sopros sem alcance
De desertos mais que habitados
Enquanto sobre o céu a quem dance
Entre cabelos enraizados

Aplaudindo a pobreza
Custeando a tristeza
Aumentando riqueza
Se achando cheios de franqueza

Árvores podres só podem dar frutos podres
Vendimas e falsos odres
Serpentes de veneno, Glória
Só podem dar o azedo de esta farta memoria

Destras sombras enraiadas de escuridão
Escotilhas e Marias
De quem grita revolução
Casas cheias de barrigas vazias

Amigo

Ao meu Amigo Vitor Monteiro!


Que se apaguem as luzes
Que se sentem os ouvintes
Os de sede de verdade
Que levantem as vozes dos fieis

Eu trago minha esposa
E meu filho em seu ventre
Tu trazes amor
E eu te digo entre

Entre em minha casa
Este é meu templo
Onde o menino ganha asa
Onde a menina brinca com o vento

Minha árvore  aquele que você vê
Dessa pequena janela
Plantada a direita
Da rosa sofrida
Meu fruto
É esse que você vê
Minha alma transparente
Meu amor latente
Que te ofereço
Sem nada cobrar
Meu fruto é este ombro
Que te dou para te apoiar
Este sorriso para te alegrar

Não chore agora
Primeiro escute
Chegou em boa hora
Se sente
A comida ainda chega
Ainda esta quente

Te abraço irmão
Abraçando e dividindo
Com você esse seu sofrimento
Me prostro de joelhos ao ancião

Você que chega pelo tempo
Batendo em minha porta
Procurando curar esse sofrimento
Suba as escadas e se recosta em meu patamar

Preparei esse sentimento
Uma paixão
Que se você regar
Se tornara um simples amar
Sacie sua sede
Tenho essa água da vida
Que de sede não deixa sua vida perdida

Pode chorar
Pode, ate sorrir
Pode, ate reclamar
Mas se lembre a sempre algo bom
Algo que se deve amar

Mandei preparar seu quarto
Mesmo sem saber de sua chegada
Mandei cravejar seu nome em sua porta
Mesmo sem saber seu nome
Que nome cravejei?
Cravejei. Seu nome!
Mas você nem sabe meu nome?
Sei, sim! seu nome é AMIGO!

Filipe Assunção

O Povo grita

São tormentas
Escudos sobre homens
Mulheres desatentas
Mundo de ignóbeis

Transportando a espada
Causando dor
Jorrando sangue
Sangue

Sobre o amor
São homens de preto
Sorrindo alto
Tão alto de suas muralhas

De cobardia
Sem fim
São mares revoltados
Pelos tempos

Em que um justo chora de lamentos
De quem quer e não pode ter
Uma migalha para comer
Ai abutres que comeis tudo

Vampiros da carne
Sem sorte andamos sem pouso
Voando sem asas
Aumentando as feridas

Dos corajosos
Que a voz se erga
Que a legião avance
Sobre a terra

Sobre o mar
E lute até morrer
Contra os homens de negro
Que não me deixa a minha alma repousar

Porque o povo grita
Chega de dor
Queremos já agora
Queremos Amor

Estrelas negras em meu peito

Letras e palavras que entrego como estrelas negras em meu peito num livro em branco, quem persegue o suspiro encandeando a luz que do solo clama, injúria de um presente sem futuro, onde o caminhante é pedinte sem direito a uma voz de consolo! Onde esta o bom dia? Que é meu por direito que é teu por direito, onde esta tu neste caminho estreito em dúbio de passos. Asas quebradas em céus pesados de tanta impureza poluição mental nascimento anti maternal da terra que clama justiça sobre o sangue derramado entre as vestes que já foram brancas improprias para cerimonias onde os muros são altos para tanta heresia, rio que corre sem leito sem nascente desaguando no vazio pois o mar já não o aceita, imaginando como seria todo ser humano poder respira um dia que fosse, sem as chuvas acidas quem ameaçam grotescamente cada corpo em vida já morto!

Se a espada fosse casta

Serenos seriam
Se a espada fosse casta
E um olhar sincero
Tudo poderia mudar
Entre o sol que não chega e o mar que nos cobre
Será algum dia bom para amar?

Uma simples caixinha

Brumas da glória dunas da salvação entre uma e outra porta, soleira gaivota rosa de mão enraizada pela chuva de espinhos, quem estende agora a mão? Assumindo sua solidão navegando em cada emoção erguida as denúncias esquecidas, escondidas pelas árvores podres enraizadas aos vitupérios de caim qual Eva em fruto por brotar, serpente vitriólica. Quem sabe ele não acorda do pó soprado em seu nariz e ressurge de novo em osso menor lírico deixando a vida ser poeta em sua mão de poesia, onde o amor pode caber em qualquer lugar e nem a morte o pode alterar se a vida não cobarde for e ousar parar para olhos se abrirem juntos novos rumos traçar entre mapas resgatados pela bússola do tempo, sabendo que a muito mais para la do mar, e basta uma simples caixinha com sete lápis para um novo horizonte pintar!

Pedir ao mundo



Num dia cinzento de chuva, um menino corria procurando abrigo entre seu estomago cheio de nada, onde o alimento era sua própria alma respirando o ar de dor! Seus olhos nada pediam, nem mesmo o mundo ele julgava, quase despido em suas roupas rasgadas ele não chorava mas sorria por entre lagrimas, questionando a si próprio se seria muito pedir ao mundo um simples mas muito significativo abraço que o fizesse sentir amado!

Faces pintadas



Somos um eu vazio entre tantos eus de relento saturado, faces pintadas pela maresia que desagua na alma, o entra e sai de sentimentos que não querem habitar entre as grades de nossa janela, tenho o tempo que o mundo me deu no tempo que não é meu, sendo ele da vida que também não a encontro! Joelhos doridos de tanto se prostrarem ao nada que nos abraça em estridentes gemidos ouvidos surdos, corpos suados onde a mão se esconde do ato não praticado e a boca fala o calado, adormece num colo que te afague os cabelos sobre a brisa que queres agarrar entre o vento impossível de agarrar mesmo assim quero tentar na certeza que outras coisas vou alcançar como a esperança que a vida oferece a cada coração, a liberdade de sonhar que um dia será tudo um enorme poema cantando pela Humanidade como hino ao amor!