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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Talvez um dia te envie estas cartas



Hoje te escrevo para te contar o meu desabafo, entre o dia que não acabou.
Como estas?
Espero que bem?
Aqui o sol tem perdido o brilho! Aquele brilho que tu lhe davas com teu olhar. Os caminhos tendem em ser cortados. Lamento! Como lamento, afinal eram os caminhos que abriste para mim. Desculpa mas sozinho não tenho sido capaz, sinto a tua falta, mas fui obrigado a viver com tua ausência. Será? Que teu pensamento ainda viaja ate mim. Tenho pensado em ti, como tenho pensado em tudo que na vida se pode pensar, alias nunca deixei de pensar. Sabes? Minha alma rejuvenesce enquanto meu corpo envelhecesse, que triste imagem te daria agora. E como era bom! Bom era que o vento trouxesse teu perfume! O ar aqui esta pesado. Esta tarde visitei o mar e pedi para ele me mostrar teu rosto. Ele me mostrou como estavas bela. Me pediu também para não parar de sonhar, mas confesso que já não tenho sonhos! Os que tinha partiram contigo.
Queria escrever sentimentos vivos, nesta tinta que em papel transformo em palavras, que eles te dessem abraços saindo desta carta e de pudessem beijar. Temo só de pensar que neste momento podes estar a chorar e eu aqui sozinho entre um dia e outro, mas me acalmo vendo te sorrir e isso traz-me felicidade.
Desculpa se não te levo boas novas. Desculpa se só te levo lembranças, que quereis esquecer descartadas e escritas meus em português ruim.
E chega assim mais um dia ao fim, chegando apenas a noite vaza para eu contemplar na esperança que leias minhas cartas e que digas o meu nome.
Daqui te mando amor esperando apenas que leias as minhas cartas.
Já me esquecia a lareira ainda não apagou e tu podes ver o fumo se algum dia quiseres voltar e não souberes o caminho.
Talvez um dia te envie estas cartas.

Sempre teu,
Marujo das palavras

6 comentários:

* verinha * disse...

Que coisa linda Filipe.. mas ao mesmo tempo triste.. Não deveria ser permitido a nenhum coração repleto de sentimentos ter de passar pela dor da ausência.. mas infelizmente não somos nós que ditamos as regras da vida..

*verinha*

Lu Nogfer disse...

Lindas palavras!

Em nossas vidas sempre ha cartas que nao foram enviadas com mil palavras por dizer!

Gosto de boas leituras como as que fiz aqui

Abraços!

SolBarreto disse...

Lindo Filipe!
Seus escritos sempre me encatam e me emocionam...
"Aqui o sol tem perdido o brilho! Aquele brilho que tu lhe davas com teu olhar. Os caminhos tendem em ser cortados. Lamento! Como lamento, afinal eram os caminhos que abriste para mim. "
Tudo aquilo que é bom, é real, é verdadeiro, se ja aconteceu um dia pode voltar a acontecer...nunca desista daquilo que deseja, que ama e que quer...seja um amor ou amigo, entao envie as cartas rsrs

MariAne disse...

Maninho,
nem todos os dias são de sol
como marujo das palavras, tu bens sabe que as tempestades movimentam o mar.
Não desista do teu amor, tens em ti tão bela poesia, revigora-te.
E quando chegar a hora, entrega a carta pessoalmente a tua amada.

Marli Boldori disse...

Filipe,suas cartas são poemas do coração,seu amor chega ser mais lindo por ser dito e sentido.Guarde secretamente estas cartas,pois desejo que elas encontrem com sua dona o mais rápido possível.Um abraço!

Por que você faz poema? disse...

Sempre é tempo de remeter
novas missivas.