Outro dia que passa
No labirinto que se estende
Não dou a garantia
Que esta vida será fácil
Mesmo que veja a verdade
O perdão
E as estrelas possam abraçar a lua
Mesmo que tenha teu corpo de saudade nua
Esta vida não será fácil
Mesmo que me veles em cada momento de inverno
E me acolhas de cada relendo
O amor sempre trará dor
A lágrima distinta a tal porta cai Como uma campainha que inunda Nossa porta por abrir
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Como eu queria
Como eu queria ser mensageiro de boas novas
Carpinteiro trazendo tabuas de salvação
Construindo a casa em que se podia habitar
Em sentimento eu me apresento
Suavemente estende minha voz
Abraçando todo aquele que escuta
O meu silêncio profundo
No amor que exulta
Um novo horizonte
De uma vida já perdida
E de novo vivida
Segredo que não posso conter em meu peito
Como eu queria abrir asas e voar
Sobre o mar dos justos
Limpar suas lagrimas
Ouvir suas súplicas
Lhes entregando uma tela
Que por magia
Ao pintar se transformaria
Em arte
Arte de amar
Carpinteiro trazendo tabuas de salvação
Construindo a casa em que se podia habitar
Em sentimento eu me apresento
Suavemente estende minha voz
Abraçando todo aquele que escuta
O meu silêncio profundo
No amor que exulta
Um novo horizonte
De uma vida já perdida
E de novo vivida
Segredo que não posso conter em meu peito
Como eu queria abrir asas e voar
Sobre o mar dos justos
Limpar suas lagrimas
Ouvir suas súplicas
Lhes entregando uma tela
Que por magia
Ao pintar se transformaria
Em arte
Arte de amar
fruto imaturo
Na idade da pedra
De coração nos tornamos
Homens das cavernas
Irracionais
Tiranos animais
Sem qualquer sentimento
Calcamos o próximo
Quanto alento
De aquele que é forte
E subjuga o fraco
Retardado
Mentalmente retardado
Afinal que tem síndrome de Dawn?
Pois os intitulados são puros
Genuínos de coração
E vós hipócritas da nação
Para mim não tendes perdão
Dominais, ocupais
Engordais com a fome dos outros´
Animais! Sim animais
Sem coração
Uma pedra no lugar
Causando a dor
Por onde passais
Espadas afiadas
Membranas traçadas
Vós que rogais ao eu
E desprezais os demais
Em palavras ocultas
Pensamentos podres
Do fruto imaturo
Eis Homens que dominam homens para seu próprio prejuízo
Serão vossos os ais finais
Porque no mundo a lugar para animais
Mas para vocês que matais não!
De coração nos tornamos
Homens das cavernas
Irracionais
Tiranos animais
Sem qualquer sentimento
Calcamos o próximo
Quanto alento
De aquele que é forte
E subjuga o fraco
Retardado
Mentalmente retardado
Afinal que tem síndrome de Dawn?
Pois os intitulados são puros
Genuínos de coração
E vós hipócritas da nação
Para mim não tendes perdão
Dominais, ocupais
Engordais com a fome dos outros´
Animais! Sim animais
Sem coração
Uma pedra no lugar
Causando a dor
Por onde passais
Espadas afiadas
Membranas traçadas
Vós que rogais ao eu
E desprezais os demais
Em palavras ocultas
Pensamentos podres
Do fruto imaturo
Eis Homens que dominam homens para seu próprio prejuízo
Serão vossos os ais finais
Porque no mundo a lugar para animais
Mas para vocês que matais não!
terça-feira, 9 de abril de 2013
Sempre que te perco
Primeiro chega quem desafiou meus sonhos
Minha escolha intencional para amar
Estaria la se fosse fácil ler esses olhos
Estaria la se fosse para sonhar
Na vida que tive antes
No depois que me condena
Agora chegam os errantes
Pela porta que me acena
Sempre que te perco
E não te encontro
No primeiro encanto
Na paixão com que te acerco
Tu serás a primeira que amarei
Num longo tempo
Onde não existe fim
Serás o momento
Sem qualquer contratempo
Em ti me deitarei
Em ti ficarei
Até ao fim
De qualquer existência
Minha escolha intencional para amar
Estaria la se fosse fácil ler esses olhos
Estaria la se fosse para sonhar
Na vida que tive antes
No depois que me condena
Agora chegam os errantes
Pela porta que me acena
Sempre que te perco
E não te encontro
No primeiro encanto
Na paixão com que te acerco
Tu serás a primeira que amarei
Num longo tempo
Onde não existe fim
Serás o momento
Sem qualquer contratempo
Em ti me deitarei
Em ti ficarei
Até ao fim
De qualquer existência
segunda-feira, 8 de abril de 2013
é tão bom meus Deus saber com quem contar.
És
tu que bate a porta enquanto durmo na noite que em nos caiu, e não fico
surpreso por tua face ver entre a janela fechada e a porta entre e
aberta, entra sem pedir e tiras a respiração no beijo molhado que ainda
guardo do passado, agora leva a carta que te escrevi entre lágrimas de
sangue e perfume que meu corpo derramou,
Fica se assim
quiseres, ou então vai e não olhes para traz nada tenho mais para te
dar, tudo que tinha já a ti te foi dado em outra aurora onde o tempo não
tinha morada e eu vivia a teu galopeie talvez ainda tenha aquele olhar
que em tudo acredita que é o primeiro a correr para lá chegar,
talvez tu ainda tenhas minha alma guardada em teu peito no altar que
construi em nos, no céu que pintei para ti com melodias de criança, o
tempo passou e nunca voltas-te nunca ouviste meu apelo, e em cada toque
do nosso corpo e em cada promessa falhada ainda agora não sei se me
amas-te se saltas-te muros e levantas-te bandeiras.
Eu cresci
na força bruta das trepadeiras entre mulheres de preto lavadeira de
vestimenta suja e eu vivi entre o mar e a rocha. Por isso leva tudo de
volta e quando saíres fecha a porta pois já estou a muito por ti
aprisionado.
Nas dunas do meu ser plantei mensagens ocultas de
pedidos de ajuda, na força que me prende e amarra o ser, entre brilhos
de olhos e faces escondidas na dor, colho as palavras do amor remendo
cicatrizas que no passado futuro guardou para mim, quem conhece sabe meu
caminho.
Guerreando em lutas infinitas contra a mentira,
chamando e chorando contra a hipocrisia, amando amigos e inimigos
cuidando de tudo que move, de tudo que flui no meu horizonte, para mais
tarde ser lembrado e estimado quando cair em meu jazigo, porque ela
chega doce e suave cantando por mim qual mulher de desejo meu corpo para
na eterna morte viver. Ainda tenho uma missão a cumprir antes de ela me
levar pois sabe que tenho que partir pois meu, destino este traçado
desde o primeiro dia do resto da minha vida.
Até lá vou
visitar todos que são pobres e famintos prostitutos aleijados pela vida
vai curar sua dor vão chorar junto a eles vão rasgar meu peito para lhes
dar amor, vou cuidar de quem tanto me quer bem, vou amar, ate ao último
sopro entre multidões entre pessoas simples e humildes sempre irei
estar transparente como o por do sol serei sempre o nascer do mar pois
somos companheiros de viagens na busca da mulher perdida que me deixou
angustiado ao fugir sem me deixar seu nome. Hoje entendo a sorte e o
azar porque tudo na vida é o que escolhemos viver e eu escolhi-te a ti
por tempo indefinido até ao fechar dos meus tempos.
No
entrando ainda não escrevi o livro da despedida o livro das minhas
memorias entre papeis de perfume em teu corpo cuidarei sempre de ti
mesmo longe irei estar perto para te agarrar quando teu corpo persistir
em tombar para lá estar quando tua face derramar águas de dor, não irei
suar por memorias de outra hora no engano da paixão, pois sei quem és tu
sabes quem sou e sou eu e tu e tu e eu num mundo só nosso construído na
nossa amizade verdadeira estendo a mão em meu coração que rejubila
contigo e carinho e é tão bom meus Deus saber com quem contar.
Filipe Assunção
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Histeria
Histeria
Arre! Porquê me iluminas o coração ao
primeiro raio solar? Levando minha alma silenciosamente a se retirar sem
qualquer cólera! Bem devias saber, que não saio a rua pelo receio em que de mim
receia ser receado, então recearei também os outros! Há esses passos que então
na minha mente me enlouquecem, principalmente o silencio sim o silêncio dos loucos
que atravessam meu passeio sem uma única palavra. Quanta loucura sim! A minha
loucura, sim! E a tua também, porque será que todos somos loucos? Insanos na
hora da covardia que nos fica sorrindo, brincando aquém de qualquer entendimento,
essa covardia sem qualquer Histeria!
O grito se solta como apupo das
massas entre a calada da noite, sombria destilaria que nos embute no inverno
gelado entre nossos corpos ainda por vestir. Mãos tenras levadas a face com
caudal violento, terrivelmente violento! Entre as pernas que desejam correr e
não se podem mover, lareira que se acende de tanto apagar confortando os
naufragados entre a pouca lenha existente para tantos do povo ser consolado!
Submissos aos Deuses sem nome, de uma existência ambígua, os sem ser dos que
prometem e não cumprem! Delinquência banal! Eis a jangada construída para naufragará
a árvore que não cresce entre a semente que se empurra terra adentro descendo,
descendo ao encontro do pilar do Mundo numa tentativa de voltar a nascer.
Este meu quarto arre sem janela, bem
pior que uma cela de prisão com janela nesta visão que me adentra a alma, que
se apresenta qual magia me deixando a porta aberta para algo bem secreto em
minha intimidade revelar, mas não consigo querer entender, na ressaca que alma
em meu corpo causa em cada viajem!
Tu não entendes, não queres entender
e eu não te dou sequer a entender este meu entendimento, dos dias que me atormentam
e as noites que me libertam, coração que não me nega que é bem melhor uma
janela de um quarto do que um quarto sem janela. Nessa tua astúcia ridícula,
ridiculamente escura, espinhosamente cheia de luz onde a ferrugem e a traça
tudo consome em alguidares de vinho que não abriste, e ao abrir ensopia minha
garganta com a borra borbulhante me fazendo rir de teu semblante de inquietação!
Desse teu vazio sem sentido! Sabes ao menos quem és? O que és? Ou apenas te
ignoras fugindo de ti como um barco que apenas rema em volta de uma Ilha! Como
podes fugir de ti? Liberta-te e me solta, larga-me a mão! Segue por aí sempre
em frente, sempre em frente! E não me deixes indo, indo, indo para este jazigo doente,
pois ainda não me foste apresentado!
Afinal qual é a estrada
Quero entender esse teu pudor
Que me chama sem chamar
Esse amor que não tem amor
Que me leva a chorar
Quem me leva meus sonhos
Entre os dedos perdidos
Em gigantes vazios
Vozes de entendidos
Que me desflora
Em cada desfolhada
Afinal qual é a estrada
Na vida voltada
Em costas debruçada
Sendo eu o alvo
E tu a seta
Que entre meu coração
Na alma espeta
quinta-feira, 4 de abril de 2013
ARCO ÍRIS
ARCO ÍRIS
Onde estas agora?
neste momento sem gloria,
em que meu telhado
se abre pela chuva que me gela.
Onde estas coração,
me deixando despido
chorando sem razão,
na dor que me aperta.
Minha alma desperta,
pensando em ti neste momento.
Ouvindo o som do vento,
imaginando se pensas em mim,
como penso em ti.
Se penso,algo acontece
meu corpo estremece,
minha alma acorda,
se assim me beijas
e me tocas !
Ai quando me desejas, seu beijo este que me acalenta,
desejo que esquenta.
Onde estas meu amor,
me deixando nesta dor, meu coração clama por ti,
minha vida não tem sabor ,
minha alma perdeu o arco iris de todos os dias.
Onde estas minha inspiração.
Minha razão se torna teu corpo
não te quero por um abraço,
por uma noite apenas
tornando tudo sem existência,
te quero não por te querer,
te amo não por amar,
neste coração que cavalga
para te encontrar.
Quero-te olhar e mais uma vez sonhar,
que nosso amor,jamais ira acabar...
DUETO: Filipe Assunção e Tâ Faria
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Pensamentos
Tenho em mim um simples nada que de tão simples se torna tudo!
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O amor que tem em seu peito é amor? o amor so se torna
amor quando é entregue ao peito de alguem!
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Farei do meu mundo um enorme circo,e não me
importa que se riam de mim, que me chamem palhaço,pois no fim serei eu a
escutar os aplausos.
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Soltando aquela eterna gargalhada
E então que tudo se lixe
Nesta estrada desamparada
Trocando endereços
Pelo meio a sempre quem cochiche ou comiche
Pois eu sou pessoa E quero ser amada
E então que tudo se lixe
Nesta estrada desamparada
Trocando endereços
Pelo meio a sempre quem cochiche ou comiche
Pois eu sou pessoa E quero ser amada
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Até quando o pobre será o sustento do rico?
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Eu tenho a certeza que tudo em mim é incerteza
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É minha face que chora
Quando minha alma implora
É meu corpo que se move
Quando minha alma o arrasta
Quando minha alma implora
É meu corpo que se move
Quando minha alma o arrasta
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Hoje revelo em mim
Uma certa luz
Um trago de sal
Ao mergulhar na alma
Um sentimento de culpa
Por ter nascido em semente
Onde o solo árido rejeita germinar
E ai nasce todos os meus Porquês?
Uma certa luz
Um trago de sal
Ao mergulhar na alma
Um sentimento de culpa
Por ter nascido em semente
Onde o solo árido rejeita germinar
E ai nasce todos os meus Porquês?
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Tenho trazido em meu peito uma certa inveja que me obriga constantemente a colocar os dedos na alma para a vomitar!
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Quem és tu?
Homem do tempo
Que te apresentas de barba alada
Em nó gravata, ansioso por nós ver sem pescoço
Homem do tempo
Que te apresentas de barba alada
Em nó gravata, ansioso por nós ver sem pescoço
Homem do vento
De reinos de Alpendurada
Que te apresentas sem sentimento
Trazendo no bolço a arma do desgosto
De reinos de Alpendurada
Que te apresentas sem sentimento
Trazendo no bolço a arma do desgosto
terça-feira, 2 de abril de 2013
Gostaria apenas de te ver
Gostaria apenas de te ver
No silêncio
Aquele silencia falado
Gostaria de não ser o que sou
Mas fazer mais vezes o que sou
Gostaria apenas de te ver
Sem dia marcado
Sem planos traçados
Mais leve
Entre um sorriso e outro sorriso
Gostaria que teu chão fosse relva
Entre flores plantadas
No teu coração
Que nela não crescessem raízes
Como quando eras menina
De olhar esguio
De cabelo solto
Saltando de liberdade em liberdade
Brincando ao amor
Gostaria apenas de sentir
Aquele primeiro beijo
Que soltou tão insegura
Ainda te lembras..... de nós?
Da nossa entrega como,
Crianças correndo pelo mundo
Como um bando de gaivotas
Perdidas no tempo
Gostaria apenas de te ver
Voando de novo
De asas abertas contra o vento
Nas pontes que construímos entre nós
Entre uma e outra palavra ingénua
Conquistávamos reinos sem fim
Colorindo o mundo
Aprendendo a felicidade
Sem maldade
Cavalgando sobre o amor
Gostaria apenas de te ver
E nem precisava sequer falar
Pois sei que de tudo isto irias lembrar
bastava apenas te dar a mão
subir de novo ao horizonte
onde víamos a multidão a passar
Bastava esse teu jeito subtil de olhar
Para nada mais mudar
E juntos nossa meninice de novo abraçar.
Filipe Assunção
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