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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Cavalga em passo de corrida

O pó que entra pela ramada
De assalto pela videira;
Entre o fruto da vida,
Em corpo de mulher,
Vem aguadeira salvar teu amor,
Ele esta fraco perdido na dor,
não relembres essa dor
 levanta teu amor,

do fogo teu esplendor,
Da loucura tua armadura,
Do teu peito um esconderijo,
De passos seguros no rio da noite,
Qual peregrino assustado ele esta,

Caído na lama do trigo que esconde o joio,
Lava seus pés aguadeira,
Tu que és valquíria fruto da videira,
Condena sua condição,

Dá-lhe um beijo,
Dá-lhe uma simples razão,
Ouve meu pranto aguadeira,
Tudo parte e nada fica,

O videira do meu vinho,
canta ate eu saber Amar,
não olhes meu triste meu olhar
Marcha em tua voz sobre mim,
Cavalga em passo de corrida
,
Me encontra na manha que a noite escondeu,
Me encontra num hoje de ontem de um amanha ou no depois,
E encosta tua cabeça em meu abraço,
E eu me deitarei no teu cansaço,

E se não encontrares o caminho,
Te guiarei através do som do vento,
Das raízes que não cortei,
Ainda te espero junto da videira
Onde me embriaguei em teu amor

2 comentários:

Flávio Miguel Mota Pereira disse...

filipe, posso te perguntar porque é que com tanta boa magia que tens aqui na tua poesia poucos te comentam?
É certo que tal como me disseste é só expressão de sentimentos mas vou te ser o mais sincero possivel: tens um coração de manteiga para estas coisas e isso é bom, um dia gostava de trocar umas conversas contigo

Filipe Assunção disse...

Caro Flávio

Não te sei responder porque poucos comentam aqui,talvez o meu blogue seja pouco lido!
De qualquer maneira não foi com essa intenção que o criei.

Abraço,

Filipe