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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Despe-me e deixa-me constipar e que me entre essa aragem


Posso conter como quem chega de passagem
Não me desculpes se assim te fiz chorar
Não tenho esta primeira na mão em última abordagem
Despe-me e deixa-me constipar e que me entre essa aragem

Não quero uma correcção inventada por um filósofo
Quero uma cadeira quebrada, para com ela poder cair
Uma linhagem distinta
Enquanto caminhas surge a pergunta
Quem chegou foste tu, ou mais uma razão?
Até que por acaso arguta esta falange
E no ar! Tem este mundo solução?

Na cauda dessa estrela na chegada
Ao meu primeiro céu
Descoro de pernas quebradas
A dor que em teu corpo cuspi

Quererei eu gostar de ti?
Eu bruto e tu como amor
De mão na mão
Eu bem ali e tu bem aqui
No desmaio de mais um acordar
Em olhos fechados
Mentirei eu?
Ao pássaro que me amanhece com seu cantar
Podes saber todas as minhas verdades!
Mas de certa ate para falares as vizinhas
Quererás as mentiras frescas
Eu planto em semente
Tu regas em água
Com o sol que aparece

Agora dá-me uma dor
Eu te darei amor
Mesmo que no fim
Seja tudo deserto
Aqui vive o afecto
Na saliva de uma nova morada
E o beijo se extingue









quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ao abrigo de teus seios

Nos apresentaremos como agua

Ao som de uma música triste

Tu te manténs jovem

Entre o vento que nos separa



Eu serei mortal

Ela eterna

Por entre os céus

Estarei a teu lado



Talvez alguém te magoe

Atinja teu coração sem piedade

Deixando sangue derramado

Em teu peito para sempre



Talvez sorrias

Ou a lágrima se derrame

Numa sortida contida

De aplausos ao vazio

Eu derreto

Ou apareço

Num deserto frio

E tu me escaldas o peito

Ao abrigo de teus seios

Se é amor? Como poderei saber?

Se não é amor deixa assim mesmo, perfeito!




quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Na lareira se grita já é dia

Quem cala essa voz de sorte

Ousando silenciar uma solidão de emboque

Tentativa de furto corrigindo os problemas

E se assim quiser leva também minha solidão



A doou de todo coração

No desespero

Que supera toda a emoção

A lágrima distinta a tal porta cai

Como uma campainha que inunda

Nossa porta por abrir



Não poderás esse ar respirar

Esta decidida

Me debruçarei

Sobre esse meu corpo gasto

E em tuas mentiras me deixarei uma vez

Uma só vez me embalar



Escreve tua morada em tinta de papel

Falo rápido no silencio que se aproxima

Falo neste mar cruel

Alma que se destina



Eu sou quem me respira

Na verdade não deixei de fumar

Nem de o lume abrandar

Na lareira se grita já é dia

Com a persiana entre aberta

E a janela mal fechada

O odor é frenético

A vida a cada amanhecer



Não poderás esse ar respirar

Esta decidida

Me debruçarei

Sobre esse meu corpo gasto

E em tuas mentiras me deixarei uma vez

Uma só vez me embalar
















quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sendo alguém , Mesmo sem conhecer alguém


Eu sinto-o como uma gota de orvalho gelada
Desprotegido na multidão
Ao encontro do nada
Sem rumo ou direcção

Sem me tirar nada
Deixando-me a arder
Eu sei o que me foi feito
Na mente que atormente
Essa alma sem saber

De que preciso
Terei o tempo
Estarei vestido
Estando eu despido
Entre tantas mudanças

Sou moinho de vento
Rodando, rezando
Sem tempo
Alcançado um lugar
De pasmar
Sem atitude ou água
De purificar

Corro em direcção
Contra um tempo
Sem favor do vento
Corro mar adentro
Em direcção da areia
Sendo alguém
Mesmo sem conhecer alguém
Que me liberte desta despiria


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

tua mão como uma estrela


Preso em teus beijos
Me desenha a sonhar
Regala-me e me ilumina esta noite
Somente tu, me proporciona o mar
Dá-me uma estrela que me possa iluminar

Faz que meu céu, volte a ser azul
Na brisa da minha alma ao despertar
Faz o meu mar se abrandar
Desenha minha face colorida
Esconde a lágrima vertida

Com uma só carícia me perco nesse mar
Estendes tua mão como uma estrela
Que me faz brilhar
E só tu me fazes acalmar
Neste novo despertar
E só tu me estendes tua mão
E me fazes respirar
Como uma estrela que saída do mar
Retorna ao céu em tintas de cor
Em tua voz meu nome volta a brilhar
Enquanto me desenhas
Em cores por pintar

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Brando e sereno caminho


Brando e sereno caminho pelas águas do imenso oceano, alegremente louvo ao divino como uma nova oportunidade, e sol já brilha tudo esta em seu lugar, sem escuridão na luz meu coração se alegra em amor ao olhar o horizonte dos homens, e humildemente e atentamente caminho descalço tentando não me afundar qual barco sem velas. Faço de mim um farol que me defende do que é injusto, participo na verdade humildemente e o mundo se abra porque ele assim quis, e eu brado os seus louvando todas essas coisas, glorificando Iavé, javé, Jeová meu Deus.

A verdade


Umas das coisas mais importantes senão a mais importante e mais antiga e também hoje em dia esquecida, é a verdade! Muitos concordarão que ela é essencial para um equilíbrio do que e correcto ou errado, outros nem tanto. A verdade que aqui me refiro ultrapasse nossos desejos ou objectivos pessoais, a verdade que aqui me refiro não estabelece um parâmetro entre as nossas vontades e nossas realizações, é na verdade algo mais profundo que nos leva a analisar o que realmente necessitamos assim como termos que mudar nossa personalidade para ser digno dessa verdade, requer discernimento, raciocínio, perspicácia e humildade, a verdade que me refiro traz benefícios de facto não matérias mas espirituais que apesar de nos dias de hoje não serem levados em conta são deveras importante. Quem anda com a verdade e a aplica com todo seu amor só pode produzir felicidade, não falo de perfeição mas sim reconhecer a imperfeição e o arrependimento que nos pode fazer com alegria receber essa verdade e andar nela. Concluo deveras dizendo que devemos procurar essa verdade universal e quando encontrada não mais a largar, essa verdade não será só a nossa mas sim a de todos, através dela nos será possibilitando amar o próximo e tratar toda a sorte de homem por igual, a isso também podemos chamar amor. Contudo confesso que nada disto sai de meu próprio pensamento mas sim daquele que criou todas as coisas.