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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Estes são os dias

Estes são os dias
Os dias do agora
Os dias do vamos embora
Os dias da alegria em alegria

Não saio porta fora
Sem o mundo entrar em minha alma
Não construo um agora
No passado que já cá não mora

Estes são os dias
De saltar barreiras
Estes são os dias
Em que ensaiamos novas brincadeiras

E não conheço o sexo
Serei homem ou mulher
Terá mesmo minha alma que escolher
Eu cá faço amor


Entoando o meu coração
Qual tambor
Entregando toda essa emoção
Ao desejo de um amor


Estes são os dias
E que as noites são dias
E os dias são noites
Para contemplar

Uma nova forma
Um novo olhar de vida
Que não sabes reclamar
Estes são os dias para amar
Estes são os dias
Que a terra assumiu amar
As ondas do mar
Estes são os dias
Que o céu nunca se arrependeu
E estou aqui unindo o céu a terra e o mar
Em um novo para sempre lugar


Alguém a mim se quer juntar?


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quero uma vida

Quero uma vida
Não a tua!
Mas a minha
Poderei ser tua vida?
Se a minha assim entender.

Quero uma vida
No desbravar
Com condição para amar
Quero ela! Que seja sentida.

Quero uma vida
Pode ser de pequena medida
Mas que o sonho seja grande
Sabes de alguma vida que ande?

Quero uma vida
Para ser sentida
Pode ser minha e tua
Ou só nossa
Quero ser um
Para poder ser dois


Quero uma vida
Para ser lembrado
Para sentir dor de barriga
De velhice a teu lado

Quero uma vida
Como uma tela
Por pintar colorida
Ate que me destine nela

Quero uma vida
Não para a ver passar
Não para a ver caída
Mas sim para com ela criar
Um eterno lugar para amar

Estarei cá fora

Estarei cá fora
Ate que as pombas se deitem
Estarei cá fora esperando essa hora
Ate que em minha alma se deleitem

Perseguido ou não, existe em mim quem vive
Por agora espero cá fora
Onde sou livre
Senhor desta flora

Jardim de rosmaninho
Plantação de alecrim
Mas cada um segue seu caminho
Como vou? Assim, assim!

Estarei cá fora
Para assistir a esta gloria
Estarei cá fora
Sem medo da demora

Estarei cá fora
Pois o significa esse amor para mim
Não tenho medo da demora
Não serei um novo Caim

Estarei cá fora
Construindo meu ninho
Se vou embora?
Não este e meu abrigo

Estarei cá fora
Nessa madrugada
De chuva gelada
Nessa memória
De tua chegada





quarta-feira, 3 de novembro de 2010

um bom dia para começar AMAR


Somos muralhas
Rios profundos
De pequenas acendalhas
Fantasiando com nossos próprios casulos

Planícies despertas
Na esperança de um novo céu
Somos filhos de lágrimas abertas
Reis e rainhas dignos de usar nosso véu

Amores de horas incertas
Entre sorrisos que nos apertam
Nas boas novas abertas
Nos sentimentos que nos acercam

Somos saudade
Entre a leve pena
Loucura amargura
Conjuntura mal feitura
Saudade que nos acena

Carrossel que gira sem destino
O nosso pior inimigo
Em corpo sentido
Caindo pelo caminho

Gaivotas de terra aberta
Do mar por escalar
Alma que busca
Sem buscar

E hoje agora
Neste lugar
Neste amanhecer
Neste mundo que nunca para de girar
É um bom dia para começar AMAR

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eu sou a Rua

Eu sou a rua
Em cada esquina
Nua e crua
Em cada avenida

Rua escura
Noite de aventura
Rua que perdura

Eu sou a rua
Minha e tua
Tua e minha
Rua Sou Eu

Rua do amor
Na luz que se reflecte
Rua do sonhador
Na calçada que se esquece

Nua e crua
Serei eu a rua?
Despida pisada
Cuspida, vomitada
Que me inspira
Rua respirada

Sou a rua
Abandonada pela madrugada
Esquecida sem morada
Vagabunda em cada jardim
Louca e desbravada
Rótulo de Alpendrada
Sou rua atravessada
Sem destino ofuscada

Sua a rua
Sem vestido
Sou a rua porto de abrigo
Sou a fome
Da voz do que digo

Sou a lembrança
Sou a droga
Cocaína da china
Sou a única que te aborda

Sou a rua
Criança que nunca dorme
Sou a rua e não tenho nome
Sou a dor em forma de amor

Sou lanterna apagada
Na alvorada desforrada
Sou a morte matada
No jazigo da Alpendrara

Sou a rua
Em bravura
Aquela que abraça qualquer loucura
Aquela que te abraça pela cintura

Sou minoria
Enterrada na terra
Sou delinquente na tituria

Sou barbante de infantaria
Semente sem segmentaria
Do povo que se revela com euforia
Sou galope em correria

Sou a rua
Capitão sem barco
Estou sempre nua
Peço o vinho
Em cada embargo

Eu sua a rua
Dona tua
Amor em dor
Dor em amor

eu sou a rua
dona de meu próprio caminho
aquela que nunca vira a cara aventura
eu sou a rua o teu único amigo


Nota: Apenas escrevo poemas, sentindo a emoção em cada palavra, sentindo várias dores que por vezes não são minhas mas as encarno como real, por vezes encarno com toda a alma que as choro como se fossem minhas mesmo não sendo.
Amor é o meu desejo para todos, amor como oferta amor como fio condutor da vida.

Chorador de canções


Que entra? Quem se vai embora!
Neste lugar sem terra
Quem fica só por agora?
Na dor que não se enterra

Hemisfério do não existe
Neste desgosto de morte
Porque tens teu amor triste?
Filho da pouca sorte

O plano não sabe se existe
E a dor talvez a troque
Por um pequeno sabor
Do vinhedo de amor

Não tenho enredo
Nem sei actuar
Neste teatro de desterro
Podes me ensinar amar?

Ser templário
Em teus cabelos cavalgar
Podes talvez? Me fazer recordar
Como é bom amar

Podes ser cigana
Que me afaga o choro
Que me aperta o medo em minha cama
Podes ser o amor que sempre me chama

Ser a razão
A minha pequena
A minha grande solução

Não terei mundos para dar
Nem a lua para oferecer
Apenas serei o vento que no frio te ira abraçar
Não poderei ser o mar
Mas serei sempre uma alma na arte de amar


Sou uma emoção
Que te terá sempre em consideração
Serei apenas uma razão
Para facilitar
A vida na sua condução

Eterno amante
Errante caminhante
Chorador de canções
Trovador de emoções

Choro o agora
Porque não me esqueço
Dessa hora
Que tão pouco mereço
Que te vás embora

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Lacrimosa

Vida cautelosa
De embuste
Tu embaraçosa
Vida de Enrufe

Dor que não acaba
Lágrimas que se derrama
Destruição insana
Na alma que amarra

Cautelosa e vagarosa
Palavra dolorosa
Sem rima nem prosa
Assassina misteriosa

Vida
Já não a quem te siga
Quem te ouça
Amorosa ilustre
E maldosa
Vida criteriosa
Que assassina o amor
Maldita sejas
Maldita sejas
Leva meu corpo
Derrama minha alma
Já que mataste o amor
Maldita
Maldita
Leva minha dor
Meu nome
Meu senhor

Porque te sentas
Em meu leito
Para gozar com minha pouca sorte?
Para me destruíres
Até que eu próprio me derrote

Porque te deitas a meu lado?
Só para me veres em sofrimento?
 para sentires como me acabo!
Nos meus segredos ao vento!

Ai de ti lacrimosa
Oh lacrimosa
Porque me és tão dolorosa
Porque tornas meu amor
Em grande dor

Ai de ti lacrimosa
Oh lacrimosa
Porque por cima de ti
Um dia passarei
Na esperança que nesse dia sonharei
Que nesse dia voltarei
Com amor para amar

Ai de ti lacriminosa
Pois agora entrego minha dor a Deus
Ai de ti assassinosa
Porque ele cuida dos seus

Ai de ti lacrimosa
Minha armadura
Se prepara para ti dolorosa
  em mim não serás mais derramada
 essa sombra da morte
Pois em breve serei amor
 aquele que me tiraste
em grande dor
lacrimosa?

Almas padecida
Já encontraste os olhos de Deus?
Luta apenas pela vida
Espírito materno
Já te encontraste com os olhos do Inferno?
Não esperes algo eterno.