Seguidores

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Serei livre


Serei livre quando reconhecer meus erros, estarei em paz quando minhas pegadas forem silenciosas e meus actos de verdade, serei rico cada vez que lutar para modificar meu caminho na justiça.
Terei medo sim mas não da verdade, terei então força para enfrentar meus próprios pecados reconhecendo que o homem precisa de alimento espiritual, aceitando com bons olhos mudar de conduta recebendo as verdadeiras bênçãos da vida.
Saberei então que nada provem de mim mas sim daquele que criou todas as coisas, pois eu tenho amor e ele é amor.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

escreve teu nome em qualquer lugar


Chega a noite perfumada entre as estrelas, minha tristeza é a mesma na alma dor em toda a razão na luz que me ilumina o coração. Minha alma só e pensante, escuta a voz desta luz de um canto verdadeiro nesta noite sem fim, escreve teu nome em qualquer lugar nas areias que se perdem no mar no céu que se perde em sua imensidão e perdoa o passado o presente abraçando a lua testemunhando a verdade que em cobardia escondi, sendo homem imperfeito louco em sua solidão agarra apenas em silêncio esta noite minha mão.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

teus pés descalços, passos teus

Posso ser eu, podes ser tu do lado da janela embaciada pelo tempo, acorrentado a uma cadeira na ânsia de o sol brilhar cancioneiro de tantos sonhos. Lamparinas apagadas, por um passado bem presente, ou apenas uma árvore sem raízes perdendo suas folhas pelo Outono. Uma voz calada que tenta falar no silêncio, um amor desfeito pela tempestade, qual castelo de areia desmoronou num mundo erróneo. A nudez da lua longínqua como um deserto que queima nossa boca um mar de temperamento brando transformado na maior das intempéries onde a alma pode ressurgir sozinha, discreta pela sua nudez no primeiro dos primeiros passos gritando vitoria em um cenário de derrota. Podem teus olhos chorar lágrimas ao vazio e teu corpo abraçar o invisível da espera e até o fruto ser doce no meio de tanta amargura. São teus pés descalços, passos teus para quem tenta caminhar mesmo com a janela fechada.

domingo, 30 de outubro de 2011

Um trago de sal


Hoje revelo em mim
Uma certa luz
Um trago de sal
Ao mergulhar na alma
Um sentimento de culpa
Por ter nascido em semente
Onde o solo árido rejeita germinar
E ai nasce todos os meus Porquês?

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O sopro vem só

Sombria vai a noite
Num sorriso espontâneo
Quem se segue
No patamar dessa casa vazia

Como espelho reflecte
A imensidão da alma perdida
Ansiosa por se encontrar
Num regresso a si

Vagarosa entre nos
Verrinosa aos demais
Os olhos se abrem
Como o sol que silenciosamente engole o mar
A cada por do sol

Antecipando um novo amanha
Sendo ele igual aos demais
No solo rijo de argila e betão
Teimando em nada alterar

O sopro vem só
Ao respirar de cada passagem
E tudo nasce
No sufoco de um suspiro

E a noite se torna dia
E o por do sol se torna nascer do sol
E o sol se torna lua
E o sopro se torna asfixia
Nós nos mantemos iguais
Inabaláveis no ridículo






quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Respirando


Depois de tantos horizontes falhados
Encontro a nébula do silêncio por si só
Alegre no seu jeito tímido de falar
O compasso de espera se torna forte
Distante de um mundo ilusionista
Pois também já lá passei
Renego essas e outras realidades
Ofertas tentadoras
Que me encheram de vazios
Retorno a mim sendo eu
Apenas eu de novo
Respirando ar
Lentamente. Mas respirando

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sementes são sementes


Poucos podem entender
Escolhas são escolhas
Nos casulos da paz
Regressos são regressos
Escolhas não escolhidas
E as sombras falam
E o silêncio escuta
Em mais uma verdade escondida
Fracos, oprimidos, iludidos
Julgais com um dedo
Mas nem sabeis abrir a boca
Liberdade, paz gritam na hipocrisia do vosso veneno
Quem subjuga seu semblante
Com um sorriso comprometedor
E o entrega a dor
E desse sorriso se alegra
Eu sou que vos quiserdes
Mas não me feche a boca
Já existem vários repetidores
Deixai-me ser pensador
Não poderei vestir vossas vestes
E minha boca sempre se abrira
Na fome da justiça
Vos que tudo sabeis
Não tendes respostas
Eu vos rejeito
Mas não vos odeio
Sementes são sementes
E a terra é quem escolhe
A terra é quem as germina


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Abertamente DEUS conhece esse coração

Janelas fechadas
Que secretamente abertas
Reflectem os espelhos da alma
Refugio de quem julga
Abertamente DEUS conhece esse coração

Serei brando
 em-quitações das tempestades
Irando contra tudo
Em todos que a ira se refugia
Pés pequenos para caminhos grandiosos
Trilhos cercados marcados pela desilusão
De querer e não ser
Testemunho de verdade escondido
Pela água poluída do pecado

Quem cobre seus cabelos
Na lágrima escondida
Ou solta seus braços ao infinito
E se ergue em perdão
Os céus se erguem sobre nos
Como julgamento
E a terra se compromete

A prostituta dança sobre nos
Embriagados por toda a ma sorte
Nos dirigimos para o abismo
Fracos, os da carne
Que se recostam a ceia final
Ensanguentados
Mal dirigidos
Entre cegos seus olhos se fecham
Enquanto as lágrimas são derramadas
Num sofrimento sem fim
Na esperança que a pequena janela
Se abra em cada coração


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Eis que ergo também, meus cornos

Resumidamente te pérfido em cada linha delicadamente és tu de mim que pinto
Eis que ergo também, meus cornos
e me relanço a qualquer cornadura madura
Não te colho já
Voltarei quando estiveres madura
Quando a chuva for sincera
E teus pés saírem da lama
Não te beijo agora neste dia de dissabor
Esperarei o mundo girar
Não serei eterno no eterno de ti
Nem firmarei promessas fúteis
Te beijarei sim quando o sol se deitar
Te amarei sim quando os oceanos secarem de tanto no rio chorar
e direi ao mundo guardo teus cornos
Pois eu utilizei os meus
Na liberdade que me foi concebida
Estas ai?
Oh faneca

terça-feira, 9 de agosto de 2011

suspeita


Olha que velho e apagado
Reluz seu rosto
Ofuscado pelo tempo, talvez?
Envelhecido pelo pecado?
Qual velho trapo junto a lareira
Que não se acende sem uma mão para acariciar
Suas fornalhas esquecidas
Me entristecem o peito
Em lembranças bem guardadas
Enquanto eu me perco
Tu me recordas
Lamentas e inventas
Enquanto da minha cadeira
Eu viajo para mundos incertos
Tempestades risonhas
Olha pah.? Eu te chamo, sem obter resposta plausível, questiono esta mente ridícula
E pergunto! Porque encravas-te meus sonhos
Mais ridículo entre o pensamento vazio
Que se expande meu ser refutado numa cadeira inútil para pensamentos
E enquanto penso deixo de agir
E deixo a realização para amanha para outros talvez
E reclamo o pensamento que ocultei e deixei para alguém realizar
E mais estúpido do que um pensamento deixo abrir a porta
Prometendo que amanha sim serei o que quero ser! Enquanto alguém esconde a vergonha que sente de mim
Eu me atiro a água vestido para lavar a roupa rasgada que carrega meu corpo
Te associo ao passado sem nunca teres feito parte dele, que me reconhece um sem futuro decadente
Só já o vento me consola mesmo quando me tenta irritar tentando apagar o cigarro que já por mim não consigo acender
Será que o vento não tem mais que fazer? E me obriga a pensar!
Ela deambulava pela rua e ele suspeitava da janela que bastava um suspiro para ser descoberto, a vida era arena, o céu cinzento e o sorriso esperava sem uma única palavra. Ele a olhava e ela sentia esse olhar que escondia como se fosse a única coisa real do seu dia, aquela hora daquela janela sem se ouvir um único som duas almas se cruzavam num infinito de emoções num infinito de contradições e o mundo girava.
Enquanto a voz que em mim vive procurava uma forma de se fazer ouvir, um grito distante que estremece a terra! o solo onde coloco meus pés descalços pelo pó que me cega carregado de injustiças.
Ele se debruça a varanda cai! Ela se assusta e foge pensando que junto a ela! (pessoa ou varanda) qualquer, ele cai e a suspeita também!