Se a vida fosse apenas mais um olhar
Nunca poderia abrir minhas asas e voar
Minhas mãos estão quebradas
Meus joelhos dobrados
Sobre uma chuva de fogo
Que arde em meu pecado
Vou chegar atrasado contigo
Só para te respirar para sempre
Sobre algo que nunca saberei
Mas na verdade te darei
Fogo sobre a chuva
Queimando os gritos soltos
Pelo teu peito
Pensarias tu que não cuidaria da tua face
Sobres as estrelas que te desejam
As vezes amor
Outras em dor
E tu bem sabes que tens
O tempo para voar sobre mim
Entre os invernos do odio
A lágrima distinta a tal porta cai Como uma campainha que inunda Nossa porta por abrir
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
Sou poema
Sou poema saudade
Entre a mentira e a verdade
Sou ilusão da realidade
Ou realidade da ilusão
Sou poema verdade
Na caneta que escreve a lealdade
Tinta da caridade
Onde me recosto a saudade
Sou poema vagabundo
Impuro do mundo
Alento do desalento
Irradiado pelo escuro
Sou poema vivo
De corpo sentido
Que me dou a cada ouvido
Uma nova voz
Sou poema
De calibre vertido
Sem pensamento
Ou sentido
Sou poema de amor
Que fala do sonho
E da dor
Que a alma
Transporta em flor
Sou poema vazio
Apenas da tinta sem papiro
Querendo apenas sonhar
E o céu rasgar
Entre a mentira e a verdade
Sou ilusão da realidade
Ou realidade da ilusão
Sou poema verdade
Na caneta que escreve a lealdade
Tinta da caridade
Onde me recosto a saudade
Sou poema vagabundo
Impuro do mundo
Alento do desalento
Irradiado pelo escuro
Sou poema vivo
De corpo sentido
Que me dou a cada ouvido
Uma nova voz
Sou poema
De calibre vertido
Sem pensamento
Ou sentido
Sou poema de amor
Que fala do sonho
E da dor
Que a alma
Transporta em flor
Sou poema vazio
Apenas da tinta sem papiro
Querendo apenas sonhar
E o céu rasgar
Eu queria ser
Sou dieta vazia
De corpo na areia
Sou menino gavina
Aquecendo junto a lareira
Eu queria sem palavras amar
Eu queria sentir seu corpo sem emoções
Eu queria entrar em você e sonhar
Como um velho que transporta dor
Sou a embarcação de madeira
A vela traiçoeira
Que não disputa corações
Sou as menos de mil razões
Eu queria ser o duche do seu corpo
A verdura de seu jardim
O suspiro do início
Eu queria ser uma espécie do infinito
Sou lamparina apagada
Voz apregoada
Sou tudo menos soluções
Em seu sangue morando em meu quarto
Eu queria ser um perdido na areia
Eu queria beijar o mar
Eu queria aprender a cantar
Seu nome em cada noite de luar
Sou grito aflito
Feio e bonito
Sou onda sem mar
Tinta sem palavras
Eu queria apenas a teu lado invernar
Teu corpo salvar
E todos os meus dias te amar
Na esperança de ser o infinito do seu lugar
De corpo na areia
Sou menino gavina
Aquecendo junto a lareira
Eu queria sem palavras amar
Eu queria sentir seu corpo sem emoções
Eu queria entrar em você e sonhar
Como um velho que transporta dor
Sou a embarcação de madeira
A vela traiçoeira
Que não disputa corações
Sou as menos de mil razões
Eu queria ser o duche do seu corpo
A verdura de seu jardim
O suspiro do início
Eu queria ser uma espécie do infinito
Sou lamparina apagada
Voz apregoada
Sou tudo menos soluções
Em seu sangue morando em meu quarto
Eu queria ser um perdido na areia
Eu queria beijar o mar
Eu queria aprender a cantar
Seu nome em cada noite de luar
Sou grito aflito
Feio e bonito
Sou onda sem mar
Tinta sem palavras
Eu queria apenas a teu lado invernar
Teu corpo salvar
E todos os meus dias te amar
Na esperança de ser o infinito do seu lugar
A uma claraboia que me desflora
A uma claraboia que me desflora
Um ar que não me espera
Um comboio que desespera de esperar
A uma aurora que me cobre os lábios com sabores doces de amora
A um sempre um dia que passa sem sua presença
Livro incendiário por escrever
A sempre culpa e uma sentença
Sempre que teus olhos ao infinito olham tristes
A um louco que ainda me resta
Uma gota de vinho que não presta
A uma música por cantar
Escrita num velho diário por se soltar
Sempre uma aresta por limar
A uma manha para levantar
Um corpo por saudar
Nesta estrada para sonhar
Uma boca para beijar
A um preso em cada janela
Entre a curva de cada viela
A festa que nos resta
Nos gritos dos aflitos
A uma claraboia que me desflora
Um ar que não me espera
Um comboio que desespera de esperar
A uma aurora que me cobre os lábios com sabores doces de amora
Um ar que não me espera
Um comboio que desespera de esperar
A uma aurora que me cobre os lábios com sabores doces de amora
A um sempre um dia que passa sem sua presença
Livro incendiário por escrever
A sempre culpa e uma sentença
Sempre que teus olhos ao infinito olham tristes
A um louco que ainda me resta
Uma gota de vinho que não presta
A uma música por cantar
Escrita num velho diário por se soltar
Sempre uma aresta por limar
A uma manha para levantar
Um corpo por saudar
Nesta estrada para sonhar
Uma boca para beijar
A um preso em cada janela
Entre a curva de cada viela
A festa que nos resta
Nos gritos dos aflitos
A uma claraboia que me desflora
Um ar que não me espera
Um comboio que desespera de esperar
A uma aurora que me cobre os lábios com sabores doces de amora
Enquanto o mundo sangra
Mesmo agora
Mais uma ave é abatida
Enquanto o mundo sangra
O tempo urge nesta hora
Enquanto o mundo sangra
Me arrasta para fora
Para campo aberto
Desliga o motor
E apenas me vomita
Enquanto o mundo grita
Me arrasta como água sagrada
E me deixa nos portões do amor
Onde somos livres para escolher
Mas escravos para a liberdade
Enquanto o mundo sangra sem saber
Minha alma arrasta saudade
Pelo campo aberto abortar
Fazendo o odio voar
Até aos portões do amor
Abrandando um pouco a dor
Enquanto o mundo sangra
Me arrasta apenas para fora
Para campo aberto
Desliga o motor
Apenas me vomita
Enquanto o mundo grita
Me arrasta como água sagrada
E me deixa nos portões do amor
Onde somos livres para escolher
Mas escravos para a liberdade
Mais uma ave é abatida
Enquanto o mundo sangra
O tempo urge nesta hora
Enquanto o mundo sangra
Me arrasta para fora
Para campo aberto
Desliga o motor
E apenas me vomita
Enquanto o mundo grita
Me arrasta como água sagrada
E me deixa nos portões do amor
Onde somos livres para escolher
Mas escravos para a liberdade
Enquanto o mundo sangra sem saber
Minha alma arrasta saudade
Pelo campo aberto abortar
Fazendo o odio voar
Até aos portões do amor
Abrandando um pouco a dor
Enquanto o mundo sangra
Me arrasta apenas para fora
Para campo aberto
Desliga o motor
Apenas me vomita
Enquanto o mundo grita
Me arrasta como água sagrada
E me deixa nos portões do amor
Onde somos livres para escolher
Mas escravos para a liberdade
Dorme bem
Chega bem vaidosa
Negra asquerosa
Pomposa e vultuosa
Morte dolorosa
Abrupta em veneno
Serpente maldosa
Chegas ventríloqua enganosa
Falseando ferrando
Chegas cavalgando
Num cavalo de fogo
Na algibeira o recobro
Dorme bem
Interina ameniza
Minha dor
Liberta liberta-me
Em minha alma desliza
Amena
Luz da escuridão
Amena
Vida de morte pela mão
Dorme bem
Enquanto ela chega
De negro cintilante
De negro humilhante
Dorme bem
Enquanto eu sou errante
Dome bem
Enquanto eu sou pedinte
Dorme bem
Sobre minha dor
E rouba todo o meu amor
Enquanto eu sou pecador
Filipe Assunção
Negra asquerosa
Pomposa e vultuosa
Morte dolorosa
Abrupta em veneno
Serpente maldosa
Chegas ventríloqua enganosa
Falseando ferrando
Chegas cavalgando
Num cavalo de fogo
Na algibeira o recobro
Dorme bem
Interina ameniza
Minha dor
Liberta liberta-me
Em minha alma desliza
Amena
Luz da escuridão
Amena
Vida de morte pela mão
Dorme bem
Enquanto ela chega
De negro cintilante
De negro humilhante
Dorme bem
Enquanto eu sou errante
Dome bem
Enquanto eu sou pedinte
Dorme bem
Sobre minha dor
E rouba todo o meu amor
Enquanto eu sou pecador
Filipe Assunção
terça-feira, 14 de maio de 2013
Pecados que ninguém quer falar
Famintos de corpos abalroados
Na beira da estrada
Feridos corpos nunca ouvidos
Lamentos sangrentos
Noite escura
Alpendurada imatura
Corpos gelados
Ossos quebrados
Corações caídos
Nunca lembrados
Teclas e teclas
De pianos desgastados
Demandados pelo sistema
Corrupto entre tanta pureza
Ergue te em beleza
Alma de incerteza
Epiderme pálida, cálice do mundo
Batida forte
Do filho da má sorte
Sem traquitana
Ou nobre porte
Entre a espada de dois gumes
Da laranja sumarenta
Quem te ouve?
Quem se ergue em teu favor?
Haverá Deus quem te louve
Nesta caça do rato e da lebre
Haverá quem te erga
Ao desalento
De cada corpo afundado
Pelo mar que a vida não perdoa
Pevides caídas
Entre frutos secos
Ervas daninhas
Pequenas sardinhas
Para tamanho pescador
Cardume de rebanhos
Pastor de ungidos
Jamais vencidos
Oh Mundo porque, nos ousas
Em tanto clamor
Amor deseja a despedida
Deste corpo sem vida
Tudo finda
Em lampiões apagados
Em segredos guardados
E pecados que ninguém quer falar
Na beira da estrada
Feridos corpos nunca ouvidos
Lamentos sangrentos
Noite escura
Alpendurada imatura
Corpos gelados
Ossos quebrados
Corações caídos
Nunca lembrados
Teclas e teclas
De pianos desgastados
Demandados pelo sistema
Corrupto entre tanta pureza
Ergue te em beleza
Alma de incerteza
Epiderme pálida, cálice do mundo
Batida forte
Do filho da má sorte
Sem traquitana
Ou nobre porte
Entre a espada de dois gumes
Da laranja sumarenta
Quem te ouve?
Quem se ergue em teu favor?
Haverá Deus quem te louve
Nesta caça do rato e da lebre
Haverá quem te erga
Ao desalento
De cada corpo afundado
Pelo mar que a vida não perdoa
Pevides caídas
Entre frutos secos
Ervas daninhas
Pequenas sardinhas
Para tamanho pescador
Cardume de rebanhos
Pastor de ungidos
Jamais vencidos
Oh Mundo porque, nos ousas
Em tanto clamor
Amor deseja a despedida
Deste corpo sem vida
Tudo finda
Em lampiões apagados
Em segredos guardados
E pecados que ninguém quer falar
Também eu
Também eu pisei a beirada
Tropeçando sobre meu corpo
Também eu beijei o mundo
O abraçando como um louco
Também contei estrelas
Em dias cinzentos
Cabelos e caravelas
Também eu beijei corpos carentes
Enganei o mundo
Pulei o muro
E cai de frente
Num golpe duro
Também eu beijei o solo
Maculei meus lábios
Também eu me enraiveci com o sol
Sempre que meus olhos ficaram estrábicos
Também eu sonhei com o céu
Num salto sem fim
Afundando o beijo
Que ao mundo dei no mar
Também eu julguei
Sem qualquer pudor
Quem mais amei
Também eu colhi frutos de dor
Também eu acendi a vela da esperança
Tatuando nomes em meu peito
Também eu tenho a todos na lembrança
Que todos um dia em amor seremos nascente do mesmo leito
Também eu chorei
Quando o mundo me abandonou
Também eu sorri
Quando o mundo me abraçou
Também eu abruptamente fui atirado ao solo
Quando o mundo se insurgiu contra mim
Quando o beijei
E o trai por um momento ao luar
Também eu deixei a paixão meu barco comandar
Também eu deixei meu coração navegar
Por este mar na própria alma
Também eu procuro um novo lugar onde se possa amar
Tropeçando sobre meu corpo
Também eu beijei o mundo
O abraçando como um louco
Também contei estrelas
Em dias cinzentos
Cabelos e caravelas
Também eu beijei corpos carentes
Enganei o mundo
Pulei o muro
E cai de frente
Num golpe duro
Também eu beijei o solo
Maculei meus lábios
Também eu me enraiveci com o sol
Sempre que meus olhos ficaram estrábicos
Também eu sonhei com o céu
Num salto sem fim
Afundando o beijo
Que ao mundo dei no mar
Também eu julguei
Sem qualquer pudor
Quem mais amei
Também eu colhi frutos de dor
Também eu acendi a vela da esperança
Tatuando nomes em meu peito
Também eu tenho a todos na lembrança
Que todos um dia em amor seremos nascente do mesmo leito
Também eu chorei
Quando o mundo me abandonou
Também eu sorri
Quando o mundo me abraçou
Também eu abruptamente fui atirado ao solo
Quando o mundo se insurgiu contra mim
Quando o beijei
E o trai por um momento ao luar
Também eu deixei a paixão meu barco comandar
Também eu deixei meu coração navegar
Por este mar na própria alma
Também eu procuro um novo lugar onde se possa amar
Se eu soubesse
A dor era minha
Como que morrera
Calada também sofria
Dor que alguém colhera
Se eu soubesse como em ti ficar
Se eu soubesse esta dor abrandar
Neste meu medo de amar
Poderia para sempre voar
Enquanto falho
Continuamente a falhar
Destino que baralho
Mesmo quando o vento me quer falar
Se eu soubesse como te ajudar
Minha dor seria apenas egoísmo
Se eu soubesse a ti abraçar
Minha trilha não seria de abismo
Falo-te da dor
Pela sombra da estrada
Falas-me de amor
Chamando-me para a terra habitada
Se eu soubesse como morrer
Apertaria cada ombro
Não teria mais medo de viver
Na retina do escombro
Se eu soubesse agua da vida
Te daria para beber
Se eu soubesse amor
Te daria para viver
A dor era minha
Como que morrera
Calada também sofria
Dor que alguém colhera
Como que morrera
Calada também sofria
Dor que alguém colhera
Se eu soubesse como em ti ficar
Se eu soubesse esta dor abrandar
Neste meu medo de amar
Poderia para sempre voar
Enquanto falho
Continuamente a falhar
Destino que baralho
Mesmo quando o vento me quer falar
Se eu soubesse como te ajudar
Minha dor seria apenas egoísmo
Se eu soubesse a ti abraçar
Minha trilha não seria de abismo
Falo-te da dor
Pela sombra da estrada
Falas-me de amor
Chamando-me para a terra habitada
Se eu soubesse como morrer
Apertaria cada ombro
Não teria mais medo de viver
Na retina do escombro
Se eu soubesse agua da vida
Te daria para beber
Se eu soubesse amor
Te daria para viver
A dor era minha
Como que morrera
Calada também sofria
Dor que alguém colhera
Desgastado lamento
Desgastado
lamento prostrado atento resolução sem eira nem beira arco entre a
figueira cegueira ladeira de retas entre curvas do peregrino sincero,
tens os olhos com a luz que te ilumina a voz entoando os céus em asas de
esperança, muros labirínticos e chuvas para drenar a cada dia que passa
e nos é negada a liberdade a cada noite que passa que nos é negada a
humanidade a cada hora que passa e nos retiram a dignidade!
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