Se a vida é só um olhar,
Se é só um testemunho de dor,
Não mais vou querer voar.
Nunca mais vou querer sonhar no amor.
Voa por entre os mares da vida,
Entra nas crateras da alma,
Escala os pilares dos sonhos,
Não desvigores o espírito,
Retém a chama do amor viva.
Não perdures parado, compõe o sonho.
Faz entoar a voz da verdade,
Sente a luz da terra, em conciliação da lua,
Deixa o sol brilhar no teu corpo,
Deixa o cheiro da vida drogar a morte.
Sai e deixa o teu coração viver, querer, ser,
Deixa existir amor,
Chama a sombra para reflectir no amor que move,
Nessa verdade almejo minhas emoções,
Tremo em teu corpo,
Sinto o ardor,
De uma vida já perdida,
De uma vida já vivida,
Que foi recuperada com lamentos,
De uma alma sofredora.
Meu anjo serei, eu digno de ti?
Das tuas palavras da tua dedicação da tua saúde.
Serei digno da tua vida comprometida, na ajuda eterna.
Serei eu que não.
Em teus olhos mora a verdade,
Almejo alcança-la,
Aspiro toca-la abraça-la.
Vem meu anjo,
Permite-me ser teu,
Concede-me amar-te
Deixa sentir-te
Quero vive-lo,
Afecto em ti com vida cessar.
A lágrima distinta a tal porta cai Como uma campainha que inunda Nossa porta por abrir
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Miragem
Miragem
Da abordagem
Do rosto sem rosto
Altura sem altura
Amor por escalar
Quem te traz na alma?
Quem te guarda no coração?
Entre demónios escondidos
Segredo por falar
Vozes que se querem revelar
No eterno eu
Que te perseguem
Que te querem ignorar
Neste lado da vida só teu
Escuro, este escuro
Cinzento no sobrealimento
Que língua fala tua voz?
Mas nem sequer te censuro
Fruto maduro
Dos jardins por erguer
Árvores do conhecimento
Do poder
Do querer saber
Eis meu jardim!
E teu é meu
Se nele souberes caminhar
São trepadeiras
Essas!
Velhas glórias
Historias que escrevemos
Ao amanhecer
Desse amor
Dor qual dor?
Se eu te amei em liberdade
Se eu teu nome gritei
Se teu corpo eu pintei
Com tintas eternas
E os caminhos são eu
Na mais nobre vitoria
Em de ti cuidar
Minha boca não tem lamentos
Meu corpo e imune a ferimentos
As birras de contratempos
Porque a terra e o complemento do céu
E não somos apenas pequenos momentos
Não viste o canto da lua!
O mar a chorar?
A terra a tremer
Tudo por não poderem amar
Então porque persistir parado
Em um mundo que galope a uma velocidade estonteante
Compõe o sonho
Se revelação
Uma nova sensação
Dorme acordada
E se o sonho te vier visitar
Será uma realidade
Sem retardar
Eu serei amor
Minhas palavras serão amor
Minha alma amor
E tu?
Serás apenas dor?
terça-feira, 16 de novembro de 2010
único e grande cabrão
Sou amigo de toda a gente
Mas não conheço ninguém
Alias não falo para alguém
Sou assim carente
Recorrente
Se te vir em aflição
Sou o primeiro a não incomodar
Para que querer ajudar
O problema não é meu
Toda gente me sorri
E me estende a mão
Enquanto no meu íntimo
O chamo de cabrão
Não digo alto
Não gosto de magoar ninguém
Bom dia João aceno eu
Do outro lado
Não me chamo João
Mas sim José
E mais uma vez digo
É isso
És apenas mais um cabrão
No trabalho sou o melhor
Ate porque só me ajudo a mim
Não sou ditador
Mas gosto de falar dos outros
E troco tudo por uma boa manipulação
Para mim tudo é cabrão
E só eu
Sim eu
Arnaldo das beiras
E que sou bom
Moro numa rua simpática
De respeito
Ate porque caso contrario
Utilizo logo meu calão
E digo logo pouco barulho seu cabrão
Sou bem-educado
E ninguém me bate a porta
Gosto da solidão
Talvez porque o único
E grande cabrão
Seja mesmo eu
Escrito por Arnaldo
Memórias de Arnaldo das beiras
Divagar
Salpicos de súplicas
Ao raiar do dia
No que depende
O dependente
Abrangente
Sereno
Eis o coração do carente
Eterno só o eternamente
Desconsertado
Eterno, esse
Amor mal amado
Imaginação
Essa não vem do coração
Pensamento que nos prende
Imaginação
E tudo menos coração
E alma viva
Tocando o céu com a mão da terra
No elo perfeito
Testemunhos de verdade
Lágrimas de saudade
Qual altar abandonado
Após a cerimónia encerrada
Mentiroso, caluniador
Impostor
Qual ladrão
Que rouba a pureza
Do puro coração
Luz que se apaga
Luz que te desvia
Ser querer
Mania do tudo saber
Mas quem sabe que nada sabe?
Quem sabe que tudo e um labirinto
Encoberto
Distinto
Faminto
Quem voltou ao amor depois da dor?
Eu serei lutador
Campeão da mentira
Se for necessário
Para o caminho da verdade preparar
A lição é simples
Entre pernas curtas
Para gigantes
Saber perdoar
E nada tenho
Mas tudo tenho
Imperfeito porque sempre aceite
Que serei eterno pecador
Mas terei que ser escravo da dor?
Sim
Vou divagar
Vou sonhar
Entrar no alto mar
Vou jurar ao amor
Não que não irei pecar
Mas que irei tentar
Ser pequeno em pernas grandes
Sim vou-te humilhar
Repudiar
Mas também te irei ouvir
Escrever cartas
Cartas de amor talvez
Porque não?
Vale sempre a pena tentar
Perfumar esse momento
Estarei atento
A essa condição
De eterno errante
Aceno-te agora
Por que no futuro quem sabe?
Se te perder
Guardarei este momento
Do aceno
Agora rodopia
Salta e brinca
Casa vazia
Que chora e grita
De portas abertas
Ao incerto mais que certo
Para quem lá entrar
Apenas aprender
Que no amor tudo vale
E tudo é apenas uma palavra
PERDOAR
domingo, 14 de novembro de 2010
Sou demente
Sou intransigente
Obtuso e rabugento
Sou pouco mais que inteligente
Sendo eu demente
Por ouvir essa verdade
Que nada mais que falsa é
Sou demente
Por de ti ser dependente
Rindo, mas rindo mesmo
Alegremente
De quando me tornas num palhaço
Espaço para o qual me afasto
Subindo degrau a degrau
A escadaria que me leva a dor
Sei bem que sim nesse teu sim de não
Não sabendo se é amor
Sou demente
Me torno um ditado
De uma palavra
Que solto
Emigrado do meu tom
Mais calado
Sou demente
Rejeitado
Amputado
Calejado em teu corpo escravizado
Sou demente
E vagueio normalmente
Por meu mundo secreto
Onde tudo e aberto
Demência
Onde não existes
Nem no sopro
Nessa tua tendência
De me descartar
Sou demente
E cresço qual semente
Nesse novo lugar
Onde só entra
Que me quiser amar
Sou demente
Nessas paredes
Onde desenho
Um novo começar
Um miradouro
Que construo
Para de lá poder a vida olhar
Voar correr e saltar
Nesse lugar que e meu e teu
demente de pernas para ar
No meu nascimento para amar
seja aqui ou em qualquer lugar
meu sopro quer caminhar
para a demência oportuna
como quem ama sem qualquer lacuna
domingo, 7 de novembro de 2010
Como qualquer português tenho o direito de reclamar!
Mas agora que chega o autocarro não sei por onde deva entrar,
Mas mesmo se conseguir lá entrar,
Onde me poderei sentar?
E divago horas e horas,
Vendo os autocarros por passar,
E chego a conclusão,
Que talvez seja melhor seguir de Pé.
A seguir de pé
O passeio é curto
E pode sempre surgir o herdeiro
Para reclamar a fé
Aparte por aparte
Decido descalçar os sapatos
Ai que cheiro!
Gritam os putos
Com os pés lavados no chão
Simplesmente me agarro aos sapatos
Com os pés descalços
Sorrindo para os abstractos
E sigo meu caminho
Cantando alegremente.
Alma do Povo
Oh alma que cedo de mim partiu!
Se partiste foi porque quiseste?
Aflorando meu corpo em prisão
Ferida que em mim abriu
Alma, alma!
Por onde escondes?
Não de encontrão
No sótão da minha solidão
Quão cedo te foste
Ao encontro do vazio
O alma que partiste
Em pés de abrote
Há esse silêncio em mim
Na alma que partiste
Esqueceste de mim?
Alma naufragada
Que nem pode ser salgada de salvar
A tristeza dessa certeza
É que não tenho a repesa
Nem se de mim te despediste
Oh alma, alma
Que cedo de mim partiste
Nem o José
Quando toma seu bagaço
Escuta teu cansaço
A porta do café
E a Dona Antónia
Ainda espera tua chegada
Relembrando tua partida
Qual bravo pescador
Oh alma, alma
Que é minha
Mas também do povo
No mar que nos Aguava
Se moras no meu centro
Porque não encontro
Teu suspiro
Quando a guitarra
Toca meu retiro
Ai Dona Antónia Dona Antónia!
Eu respiro, eu respiro
Respirada sem precisar
Chamando a alma
Para a nos se juntar
Ai Dona Antónia
Ainda ontem disse ao José
Que essa alma é tudo
Que se vê
Mas o José retorquiu
Viva Portugal!!!
Que a alma e banal
Tomei o café e sem abrir meu silencio
Me retirei do José
De saída desse café
Onda a alma não estava escondida
Me encontrei com a rua
Entre lampiões
Que só gastam e nada dão
procurei
Essa alma e uma pequena estalada
Alma, alma que me acalma
Levei essa estalada
Porque retirei uma
Palavra ancorada
E foi logo mal empregada
A uma garota de esplanada
Mas não tenho medo de me embalar
De construir a saudade perdida
Alma, alma
Eu só te quero encontrar
Podes voltar
Estas perdoada
E nem pelo povo
Serás censurada
E me embalo novamente
Por esse passeio
Por essa rua recorrente
O José sai de traz
Que eu também sou gente
Povo, povo
E neste lodo que se tornou Portugal
Que me afunda a alma em tal temporal
Que o mar se acalma
Pedindo essa alma
E se a lavadeira
Não serve para rouparia
O capitão perde a alma
no vinho da mascaria
E depois da garrafa vazia
Tal e qual o corpo
Quando cheio apreciado
Quando vazio desprezado
Agora porra que porra?
Porque também me faz falta
Que alguém possa animar a malta
Oh Dona Antónia
Por acaso se vir a alma
Peça-lhe com calma
Para me escrever
Porque vou viajar para a alma procurar
E assim me despeço da alma
Da Dona Antónia com um beijo
De muita calma
Sem lágrimas para recordar
Na alma que cedo de mim partiu
Se partiu foi porque quis
Que cá eu!! vou mas é ser feliz.
Porque a morte não sei se é grande ou pequena,
Mas!! A vida sei que não é eterna.
PS:
José atenção às diabetes não bebas tanto café senão tua alma um dia perde a Fé.
Dona Antónia se a alma vir, lhe peça para me escrever a sorrir
Quanto ao povo vou-me embora porque já não a alma que te aguente.
José atenção às diabetes não bebas tanto café senão tua alma um dia perde a Fé.
Dona Antónia se a alma vir, lhe peça para me escrever a sorrir
Quanto ao povo vou-me embora porque já não a alma que te aguente.
Ci sono docce di lacrime
Ci sono docce di lacrime
Nel tuo vecchi ricordi
Perché le tempeste della passione sono
In questo modo il deserto
Dove il sole brucia l'anima
Dove tutto scorre a toccare l'occhio
In segreti scala
Montagne scolpite nei colori del bianco e nero
Le risate degli uccelli
Portare i fiori della pace
Volare in mare nascosto
Nel profondo della caverna
Dove ti custodirà i vostri amuleto
Seguo i tuoi passi
Io porto la tua anima nel petto
Salite le viti per cancellare i tuoi capelli
Stump tuoi domini
Sacro suolo
Ergo dove mi aspetto dopo la tua storia
Nelle guerre contati
Miti Broken
Vasi sanguigni
Wine Love
Nel casto bocce
In violini dragaggio morte
Per la vita sei tu
Se il sangue occulto
Che scorre attraverso le vene
In questa città degli angeli
Dove posso andare con il peso
Chi chiede perdono
Di una vita perduta
Da una vita feltro
Cercando nuovi percorsi per camminare.
Nel tuo vecchi ricordi
Perché le tempeste della passione sono
In questo modo il deserto
Dove il sole brucia l'anima
Dove tutto scorre a toccare l'occhio
In segreti scala
Montagne scolpite nei colori del bianco e nero
Le risate degli uccelli
Portare i fiori della pace
Volare in mare nascosto
Nel profondo della caverna
Dove ti custodirà i vostri amuleto
Seguo i tuoi passi
Io porto la tua anima nel petto
Salite le viti per cancellare i tuoi capelli
Stump tuoi domini
Sacro suolo
Ergo dove mi aspetto dopo la tua storia
Nelle guerre contati
Miti Broken
Vasi sanguigni
Wine Love
Nel casto bocce
In violini dragaggio morte
Per la vita sei tu
Se il sangue occulto
Che scorre attraverso le vene
In questa città degli angeli
Dove posso andare con il peso
Chi chiede perdono
Di una vita perduta
Da una vita feltro
Cercando nuovi percorsi per camminare.
Ouvir
Ler foneticamente
sábado, 6 de novembro de 2010
Espera ai!
Você viajou no tempo
Entre a vida e a morte
Viu este mundo sangrento
Espera ai!
Você ouviu as vozes de lamento
Almas morrendo por falta de alimento
Crianças perdendo o crescimento
Espera ai!
Você viu a mulher ser humilhada
Viu o pobre pedindo nada
A morte da guerra matada
Espera ai!
Você ficou em silêncio
No egoísmo do imenso
Cheirando sua vida de prazer
Espera ai!
Você nem tentou
Você se calou
Espera ai!
Você nem gritou?
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