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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Se ao menos pudesse

Se ao menos pudesse plantar
Um novo céu
Uma nova terra
Uma nova forma de amar

Apenas caminhar
Acarinhar tua face
Viver em teu corpo

Se ao menos pudesse
Retardar as chuvas de Maio
Trocar o Outono pela primavera

Cavalgar sem destino
Dormir sem morada
Ser mais um amigo
Nesta caminhada

Se ao menos pudesse destruir
Muros e fronteiras
Erguer novas bandeiras
Ter armas nas palavras verdadeiras

Roubar o sol
Para amanha te dar a lua
Crescer na flor que brota
Um pequeno jardim

Se ao menos pudesse
Ser pastor
Bailando entre gigantes
Uivando ao vento

Ser dono do tempo
Uma cor no por do sol
Ver o mundo

Pudesse ao menos eu
Ter teus cabelos dourados
Ter teus olhos amados
Num beijo em teus lábios molhados

Confortar os desanimados
Dar força aos assustados
Libertar os escravizados
Amar todos os desamparados

Se ao menos pudesse.

Que se rogue ao amor

É manha que acorda
Sem na noite se deitar
São as luzes que se apagam
Neste teu caminhar

Olhos que se fecham
Para não ver passar
Vozes que se calam
Por não poder sonhar

Que se rogue ao amor
Que se possa ele soltar
Que as estrelas o possam guiar
Entre o vento da ternura


Sonhos vividos
Outros esquecidos
Tatuagens marcadas
Em tempos de dor

Montanhas por escalar
Desertos por habitar
Flores por plantar
Na arte
No querer
Na vontade de amar

Que se rogue ao amor
Que se possa ele soltar
Que as estrelas o possam guiar
Entre o vento da ternura


Que se soltem os ventos
Que se esqueçam os tempos
Navegando de mar em mar
De terra em terra

Há sempre um lugar
Alguém para abraçar
No desejo
Na paixão
De um belo dia por acordar

Anda lento este tempo
Não sabe cuidar
Não sabe quem procurar
Não encontra
A arte de amar

Que se rogue ao amor
Que se possa ele soltar
Que as estrelas o possam guiar
Entre o vento da ternura

Temos tudo aqui tão perto
Para construir a jangada do amor

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

sanguinárias inocentes

Até quando se vai ouvir as vozes do lamento
Até quando aquele que tem poder avassalara seu semelhante
Chega de regozijo na iniquidade
Em tudo que e mau direccionado
O domínio do homem justo e recto em seus passos
Transformais flores em armas
Chega de sanguinárias inocentes
Em frentes de batalhas dominadas pelo ódio
Destruição de vidas e de almas
De jazigos prefabricados em jardins de falecimento
Os olhos não se abrem
Não olham em todas as direcções
Hipócritas da morte
Sanguessugas de inocentes
Que vossos lamentos sejam ainda maiores
Do que aqueles que não deixais dirigir seus passos
Sociedade de mentira
Com pátios largos e cheios do que é mau
Com ruas de intenções camufladas
Mas com muros altos para que os olhos não alcancem a podridão de vossas almas
Gritais ao mundo paz, no entanto fazeis guerras
Gritais ao justo liberdade e tirais o livre arbítrio
Matais nossos descendentes em proveito do vosso crescimento
Assassinos de almas justas
Sugadores de amor
Pregais o amor no entanto não sabeis amar
Não viveis nem deixais viver
Não entrais nem deixais entrar
Mudai vossas vestes
Limpai vossas condutas
Renascei na verdade
Fazei o que é justo para receberdes o que e justo
Pagai com amor para serdes pago com amor
Pensai em vossos semelhantes para também serem relembrados
Não julgueis para não serdes julgados
Parai de viver mortos
E renascei em verdade
Untai vossos corpos com sabedoria justa
Tornem-nos novamente humanos
Pois o único valor que temos e esse
Não o que possuímos o cargo que ocupamos
Mas sim sermos humanos
Com capacidade de chorar
De reagir ao mínimo toque
Com capacidade de amar
Com sabedoria para construir
Crescer a seu tempo e modificar.
pendurado nas palavras
vivendo desse respirar
no raiar das valquírias
entre as vozes que nos chamam

silencio perfeito
em meu pequeno mundo
perfeita inocência
 que arde em meu peito

acordo entre a  noite
vestindo apenas minha nudez
abraçando o céu que se avista
não sendo homem
não sendo mulher

um amor
um sentimento
na escuridão
de uma vela apagada
que só por si iluminaria o mundo

volta sempre

Vem sem hora marcada
 Sem dia te espero
Construindo cabanas na lembrança do teu ser
Vou-me prestando entre lamentos
Segredando ao rio minha ânsia
 Em te abraçar
Vou-lhe contando nossa cumplicidade
Vou fazendo brilhar meus olhos
 Cada vez que sinto tua brisa
 Entre os pesadelos e segredos só a ti revelados
Espero tua voz para acalmar
 Trepando montanhas caindo em figueiras entre figos maduros
 Veneno da vida sem beber do copo da ilusão
 Tudo são portas abertas em dias incertos
 Que o sol renasceu
 Espero entre relógios parados
Preparando a refeição entre mesas sem cadeiras
Abrindo janelas há muito fechadas
 Como uma fogueira de mil cores
Na magia do momento aqueces meu simples coração
 Preparo o cajado da verdade para mais uma jornada
Para mais uma caminhada no escuro
No incerto até tua chegada
Vem como és humilde por entre as nuvens da glória
Descalça de injustiças
Traz contigo as palavras que te dei no dia da partida
Traz contigo o perfume que senti a chegada
Traz contigo meu amor por ti
Traz-te a mim para eu te contemplar
Chega na primavera quando já não há Outono
Não desistas porque nem o horizonte é o limite
 espelha reflectindo todo o meu ser
Volta na velhice se assim for
 Mas volta sempre.
Sempre que minhas pernas caírem,
O meu corpo tombar por fraqueza ou erros de tropeção,
Se meus olhos teimarem em fechar,
Saberei sempre que estarás lá para não cair no chão,
Para não me amachucar.
Não para me julgar mas sim para junto a mim chorar

.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Na memoria de quem guardo

Na memoria de quem guardo,
Que se levantem agora os ventos contra mim,
Não são lágrimas que te entrego,
Nesta hora de tristeza,
Não assumo planos nem futuros que não construi,
E entro no desgosto profundo,
Limitado a nada, sem alturas para subir,
E no limiar do que me é oculto,
Rasgo meu corpo entre sangue e ossos de po.
No silencio que me revela o grito
No amanhecer que nunca será meu
Porque ninguém é de ninguém,
E só podemos fazer parte ou não da vida de alguém,
E são nessas encostas que caiu no pilar da vida,
No meu cemitério da sorte,
Soltando gritos de guerra entre sinais de fumo,
Tiro a corrente que me prende ao mar,
E entrego a flor que plantei nos espinhos que a vida me deu,
Nunca aprendi a ganhar mas aprendi a perder,
Nunca aprendi a receber mas aprendi a dar,
E me afogo sem luz no espírito que me consome a alma,
Agarrado ao patamar do sonho,
Sentindo o que nunca senti,
E meu corpo imoral agarrado ao pecado,
Envelhece na dor desenfreada a não envelhecer na morte,
E se chegares entre passos leves sem avisar,
Se clemente com minha alma
Que arde na fogueira que queima em mim
E se me entregares ao solo para ao pó voltar,
Guarda meu nome escrito em um pedaço de papel,
Recorda meu sorriso espalhado na brisa do sol,
No tempo em que havia gloria e um esplendor, no tempo em que havia respeito e amor
Meu olhar esta gasto nas intempéries que o mundo causa,
Meu corpo esta doente pelo pecado,
Minha boca se afasta do veneno da serpente,
E já caminho nas memorias esquecidas,
Parado no tempo sem pressa para andar,
Pois não tenho para onde ir,
Grito mas ninguém me consegue escutar,
Na rouquidão que me tira a voz,
E cada palavra solta, destrói segundos de silencio brando de mares e desertos,
Crescendo entre pautas de violinos com cordas gastas,
Ofuscando minha boa vontade,
Solta meu ar que não respiro,
Dá-me um sorriso falso se assim for,
Mas não me negues a verdade,
Nem destruas a alma marcando um coração para sempre
.

Amor

O amor não é para ser falado ou escrito,
Não se pode quantificar nem medir
Ele não pode mentir, não pode aprisionar
O amor fala verdade não e egoísta.
Quando chega e para ficar
Ele faz mover, do sopro a vida
O amor existe para que com ele se construam milagres e se alcance o impossível.

Pede...Mas só se for para amar

Pede um desejo
Pede um sonho
Pede um beijo
Pede uma flor
Pede um sorriso
Desde que seja com amor

Pede um novo renascer
Pede um abraço
Pede um novo adormecer
Pede o meu cansaço
Pede calor
Desde que seja com amor

Pede uma Alma retornada
Pede uma Palavra ancorada
Pede uma nova vida
E se nada resultar
Pede um novo amor
Mas só se for para amar

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Que Hoje Seja Talvez

Talvez hoje seja o dia de respirar
Talvez hoje seja o último dia de esperar
Talvez hoje de um dia o mundo pare de chorar
Poder! Tudo começar
Ter força e! Tencionar mudar
Gritar mais alto por quem não pode gritar
Falar por quem não pode falar

Talvez seja hoje mais facial matar que amar
Talvez hoje eu seja tu e tu eu
Talvez hoje as crianças possam brincar
Talvez hoje o mundo seja teu e meu
Nosso de todos unidos
Marchando pala paz

Talvez hoje seja o último dia do primeiro da injustiça
Talvez o homem ser torne HOMEM
E deixe de subjugar os fracos

E o sol brilhara
Brilhara nas ruas sem nome
Nas avenidas da lembrança
Na face de todos que mantém acesa a esperança
De um Mundo Melhor

Talvez se possa abrir o mar
Ver golfinhos a saltar
A natureza inteira a festejar
Talvez tudo seja um sonho
Uma miragem difícil de alcançar
Uma paisagem que todos podemos pintar
Em cores de arco-íris
Sem raças nem religiões
Talvez hoje seja o dia de amar
Amar talvez seja um dia para todos
De mãos dadas com o amor
Que hoje seja Talvez