Eu te vejo a chorar
Te sinto a sofrer
E tu! Tu que tanto quero
Tu que tanto bem quero
Me dizes para te deixar
Quem seria
Eu seria?
Se te deixasse
Sabes eu sempre te soube amar
E por mais que queiras chorar
Não impedirei
Mas jamais!
Jamais, jamais
Te irei abandonar
E te garanto
Que me prostro ao solo
Para contigo chorar
A lágrima distinta a tal porta cai Como uma campainha que inunda Nossa porta por abrir
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
julgar muito menos!
As tantas as razões se transformam em
confusões se ao menos meus olhos não abrissem, como seria mais leve
entre o eu e tu o nós o dedo que se levanta para condenar sem justiça
sem pudor sem razão, é um virgula desnecessária um porque sem com
resposta e um sê, que só serve para confundir! Inglória, inglória sem
história, essa de julgar o jumento que apenas se atravessa na mesma
estrada, por onde vou tu não vais e por
onde vais eu não vou, mas a estrada é dos dois apenas o caminho não,
quem me deu o poder, quem sou eu? Porquê raio levantaria meus dedos
sujos para julgar mesmo que seja sujo, eu também não sou limpo, afinal
alguém é limpo? Que se lixem esse senhores pseudónimos sem amores, que
se danem esses doutores de filosofia barata porque de prata e a roupa
suja que estica o dedo em pensamento fúteis em filosofias circulares que
nada são mais que portas fechadas! Me poupem, só levanta o dedo quem
tem que se lhe diga, e na verdade todos temos por isso baixo meus dedos e
ergo minha face, perfeição não me cabe a mim… e julgar muito menos!
quarta-feira, 10 de abril de 2013
jovem vendedor
Maquina barulhenta esta que trago em meu peito
que me bombeia o corpo, que me enche de paixão e loucura sedenta de
poder voar sem asas e planar sobre a alma, trepar o espirito enquanto
toco o céu e sem ninguém saber agarro uma estrela, carregando para mim
numa tentativa de clarear o amor onde todas as outras já falharam eu me
torno velejador entre as nuvens com ajuda do vento percorro cada telhado
cada porta entro, no cheiro do verniz por pintar atiro as cores para
colorir ao ar, não é um nobre deitar mas é tão bom sonhar poder viajar
ser Rei de um reino qualquer sem pretensão de dominar qualquer rainha
que cresce em flor ser o jovem vendedor de jornais ser o canto de mil
pardais
Numa arvore pousar, alto o mundo avistar correr sem parar na terra pular de nuvem em nuvem de mar em mar assistir da lua o amanhecer poder entregar e dar memorias frescas castanhas em tardes de inverno acabadas de cozer livro em branco é um livro sem escrever que oculta as letras la sonhadas até alguém as escrever com coração nos dando uma nova razão para não ter medo de sofrer.
Numa arvore pousar, alto o mundo avistar correr sem parar na terra pular de nuvem em nuvem de mar em mar assistir da lua o amanhecer poder entregar e dar memorias frescas castanhas em tardes de inverno acabadas de cozer livro em branco é um livro sem escrever que oculta as letras la sonhadas até alguém as escrever com coração nos dando uma nova razão para não ter medo de sofrer.
não te tenha que acordar
Dorme descansada
Sombreada do medo
Passarei em tua face pó de arroz
Para embelezar teu sonho em segredo
Cobrirei te corpo nesta hora fria
Aquecerei tua dor
Massagearei tuas cicatrizes
Te contarei as mais belas histórias de amor
Enquanto tu me sorris dormindo
Eu me encosto
E ouvindo vou entrando
Nesse teu mundo divino
Para que ao amanhecer
O sonho seja secular de dois
Como real possa entardecer
E não te tenha que acordar
Sombreada do medo
Passarei em tua face pó de arroz
Para embelezar teu sonho em segredo
Cobrirei te corpo nesta hora fria
Aquecerei tua dor
Massagearei tuas cicatrizes
Te contarei as mais belas histórias de amor
Enquanto tu me sorris dormindo
Eu me encosto
E ouvindo vou entrando
Nesse teu mundo divino
Para que ao amanhecer
O sonho seja secular de dois
Como real possa entardecer
E não te tenha que acordar
solo torto
Quantos já não choraram por um erro
Um solo torto que se pisou
Quantos já não quiseram voltar a casa abandonada e não tiveram a fraqueza da coragem para voltar preferindo caminhar por escarpas montanhosas e os invernos sem perdão
Que se estendem a cada passo, um amor que sempre se guardou o abraço que ficou por dar a ternura que não soubemos retribuir pela amargura ou gentileza de acanhar porque todo coração quer amar!
Um solo torto que se pisou
Quantos já não quiseram voltar a casa abandonada e não tiveram a fraqueza da coragem para voltar preferindo caminhar por escarpas montanhosas e os invernos sem perdão
Que se estendem a cada passo, um amor que sempre se guardou o abraço que ficou por dar a ternura que não soubemos retribuir pela amargura ou gentileza de acanhar porque todo coração quer amar!
A página de um livro
Nobre noite quem és tu que te apresentas a mim
Nesta hora de solidão para me consolar,
Quem és tu tão nobre que a cada
Luar me vens visitar cheia de brilho e alento
Quem és tu que me cobres de sonhos
Me afagas a cabeça me deitando em teu colo
Me dizendo ao ouvido tudo ficara bem
Quem és tu que me abre a janela
E me deixa respirar meus pensamentos
Bondade tua, desse teu cintilar
Acompanhada pelas estrelas qual orquestra musical
Cada uma com seu instrumento
Numa sonata sem fim
Que me aquece o ferido coração
Oh lua que com a noite és a minha
Única companheira
Eterna e verdadeira
Que me faz querer vencer
Lutas entre gigantes de nuvens
De um céu estralado
Acompanhado pela noite
Minha parceira das paixões
Que memorizo e relembro
Como quem desfolha
A página de um livro
E no único capitulo com vida
Olhe de frente com o amor
Nesta hora de solidão para me consolar,
Quem és tu tão nobre que a cada
Luar me vens visitar cheia de brilho e alento
Quem és tu que me cobres de sonhos
Me afagas a cabeça me deitando em teu colo
Me dizendo ao ouvido tudo ficara bem
Quem és tu que me abre a janela
E me deixa respirar meus pensamentos
Bondade tua, desse teu cintilar
Acompanhada pelas estrelas qual orquestra musical
Cada uma com seu instrumento
Numa sonata sem fim
Que me aquece o ferido coração
Oh lua que com a noite és a minha
Única companheira
Eterna e verdadeira
Que me faz querer vencer
Lutas entre gigantes de nuvens
De um céu estralado
Acompanhado pela noite
Minha parceira das paixões
Que memorizo e relembro
Como quem desfolha
A página de um livro
E no único capitulo com vida
Olhe de frente com o amor
arredando
Rege o mundo despojando em mim uma latitude
que me diflua a respiração, para que servem as igrejas para além de
tocar os sinos? Ao serem avistadas no vilarejo trabalhando a terra
podando as vinhas plantando os verdes pensamentos entre obscuros
lamentos ao enquadramento do alto de porte com sua ferradura nas patas.
Triste este fado de chicote que marca o corpo qual criança nasce
escravizada num muro sem fim onde o
desalento se escreve singelo cascata que em mim corre pelo sangue dos
viventes, todos sois residentes deste sol que lentamente nos tenta tirar
com amabilidade numa dança que não quero dançar, onde o pescador se
tornou pastor e o pastor pescador ordenhando e arredando seres vivos!
os cães ladram
Não tenho o brilho em mim
Brilho que acorda
Vida que é mim adormece
No pensamento que quebra o espirito
Atingindo prontamente a alma
Que agora é este?
Que me torna injusto!
Que agora é este?
Que me deixa brusco
Que me faz chorar na dor
Que me sufoca
Arrancando o ar de meu peito
Acorrentando todo o meu amor
Numa gruta fria entre a montanha e o caminho
Caminho que percorro entre a fogueira
Ao encontro do perdão
Solidão que cresce
Flor que se despe em mim
Pétala a pétala
Me deixa em mim
Sem qualquer solução
Soluço de pó
Bolha de sabão
Que arrebenta ao voar
Enquanto os cães ladram
Na grade de minha prisão
Eu tento encontrar uma razão
Para não te chamar
Para não me ajoelhar
Na lama por mim pisada
Pois cheguei ao fim da estrada
E não encontrei além da dor
Nada de nada
Brilho que acorda
Vida que é mim adormece
No pensamento que quebra o espirito
Atingindo prontamente a alma
Que agora é este?
Que me torna injusto!
Que agora é este?
Que me deixa brusco
Que me faz chorar na dor
Que me sufoca
Arrancando o ar de meu peito
Acorrentando todo o meu amor
Numa gruta fria entre a montanha e o caminho
Caminho que percorro entre a fogueira
Ao encontro do perdão
Solidão que cresce
Flor que se despe em mim
Pétala a pétala
Me deixa em mim
Sem qualquer solução
Soluço de pó
Bolha de sabão
Que arrebenta ao voar
Enquanto os cães ladram
Na grade de minha prisão
Eu tento encontrar uma razão
Para não te chamar
Para não me ajoelhar
Na lama por mim pisada
Pois cheguei ao fim da estrada
E não encontrei além da dor
Nada de nada
Sei que nada sou neste eterno eu
Sei que nada sou neste eterno eu, sei que não
serei! Sou eu em tantos fragmentos de mim. Solo que labro em suor
podando o casto e puro fruto da vida na alma que de sofrida mantem a
cabeça erguida a cada pedrada a cada palavra magoada que soltou entre
cicatrizes que o peito não pode conter, se me chamas e não te respondo
neste silencio me perdoa e apenas abraça, e apenas me esquece até que
possa novamente respirar, constrói o
altar da vida me ensina a beijar de novo a caminhar na direção em que a
luz se apaga. Deixa-me chegar vazio se assim for, que mais poderei dar?
Se tudo em mim acaba, que me importa essas promessas infundadas que nada
mais são palavras por cumprir, bonitas mentiras que fazem o coração
chorar. Eu que sou o que nada sou voltarei se alguém me chamar e me
ensinar de novo amar!
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