Seguidores

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Rodopiando nesse baloiço



Apenas o silêncio neste final de tarde
Uma lagrima entre as dunas e o mar
Essa voz que se afasta
Nas areias que não consigo agarrar

Uma vida num leve respirar
Despedida entre um pequeno olhar
O grito imenso de mais um acordar
Abandono de um abraço por dar

Sentimento, carta por escrever
Ao ler. quero apenas abandonar
Entre a razão
Bem sei que é tudo uma caixa a navegar

E se não consegues ver
Essas ruinas que não quero dizer
Como um corpo que me chama
Eu me acuso entre esse quarto vazio

Provo enquanto respiro
Tudo que foi e não mais será
Dando tudo que se tem
Entre a minha melhor mão

Carregando cada nuvem
Cercado pelos pés descalços
Entre sapatos rotos
Vozes caladas
Ao som do silêncio

E amanha será uma bonita vida
Entre esse sorriso e esse olhar
Te ergues na nudez
Entregue a um novo despertar

Voltando a ser criança
Rodopiando nesse baloiço
Que em mim me fez despertar
Uma razão para amar





domingo, 27 de janeiro de 2013

Rasuro essa forma de te olhar



Quem me faz o que sou?
Pela noite que me acolhe!
Que me desarma;
Entre o abraço, quem me levou

Se o sol assim nasce
Quem brilha em mim
Nas noites sombrias
Tumultos e súplicas
Onde a dor entre com todo esplendor

Quem escuta por escutar
Içando seu ouvido
Contemplando as cores
Desertas entre tantas outras

Linhas discretas
Que descrevem o eu de ti
Sorrisos escondidos
Entre portas e mais portas secretas
Labirintos por revelar

Entre o abraço
E o leve toque de uma mão
Amanhece meu corpo
Estremece teu desejo
Carente homem morto
Sem jazigo em perigo
De agarrar o vento
Lento entre ti
Apenas o pensamento
De quem fui
Ao te ver

Do que sou ao te rever
Invento de novo
Essa caricia rosada
Desminto que em esquecimento
Esqueci no agora quem me retorna

Rasuro essa forma de te olhar
Abrindo apenas um pouco mais esses olhos
Meus olhos que se teimam em fechar
Abro uma nova morada
E deixo deixando simplesmente
Esse teu, vento teu entrar






domingo, 23 de dezembro de 2012

Somos nós, por agora nós



Somos nós, por agora nós
Entre o silêncio e a rouquidão dessa voz
Esse abraço,a simples lembrança
Sim somos nós, por agora so nós

Eu e tu, apenas tu e eu
Em cada dia que passa
Em cada lagrima solta
Na dor vertida

Sim somos nós
Ombro a ombro
Mão na mão
Sorriso na tristeza


Vem a mim então
Eu em ti, já faço questão
De pernoitar
Em cada solidão

Da-me uma razão
Para não hastiar essa vela
Que nos conduz
A uma razão

Em tal campainha
Toca essa lagrima vertida
Derramada pelo dedo
Onde a verdade apenas é mentira

Fica então
Um segundo
Até pode ser a solução
Um segundo apenas
E se solta o coração

Olha em volta
Eu sou uma razão
Onde a perfeição
Não mora
fica em mim por agora
até haver uma solução

Retardar, retardar



A cortina se estende
E sobre os ombros se lança o olhar
Submisso ao desfecho
Se retorna sem leme
Retardar, retardar
Quem entende? O beijo!
Tão eterno paladar
Como um abraço,abraço a findar
Oh,se ao menos o rosto fosse sincero
Se a palavra não trouxesse vitupério
A paixão seria apenas paixão
E o amor o amor o esplendor do universo
Criado pelo nosso eterno criador.


O riso se estende numa linha curva
Onde as lágrimas derrubam numa linha recta
Oh,se ao menos fosse verdade
E não fosse permitido mentir
Meu semblante seria reluzente
Tua pele ardente


Corpo contra corpo
Nuvem contra nuvem
Descendo subindo
Subindo descendo
E a chuva apenas chuva
No azul que cinzento por hora


Mas a ira chega pelo mar
E o vento reclama seu lugar
Nas cicatrizes do tempo
Quem as pode curar?
Haverá lugar para acalmar tal dor
Onde tudo se esconde
E quem se esconde?
Senão o amor!
Porque dás lugar a dor
E praticas o mal sobre ti?
Nas horas de aflição








quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Vinde, vinde a nós



Ressurge uma vontade
Um espaço despojado
O desejo da mocidade
Contra uma inexperiência do mal-amado

O silêncio se escuta
Num coração cheio
Qual alma que labuta
Nada deixando a meio

Ressurge a saudade
Disfarçada de tempestade
Ressurge o arrependimento
Em forma de sentimento

Vozes alegres
Se ressentem em tal rouquidão
Entre ouvidos surdos
E olhos que não querem ver

E o ser chora
Humano transformado em animal
E a flor não creche
Em tal quintal
Solidão que não ampara
Na esperança que ela suga
Qual alimento vivo
E o pão se torna duro
Em cada palavra bolor
Em cada ato
Um novo dissabor

Tenho a alma pela alma
A palavra pela justiça
O pranto como esperança
E o lamento como mudança

A dor que Deus não me deu
A raiva que o mundo me deu
E o suspiro do fraco
Entre o ar que respiro

E nada é pequeno
Entre a grandeza do humilde
E tudo é veneno
Na grandeza dos que dizem vinde!
Vinde, vinde a nós
Para nos saciarmos da vossa carne



 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Em tua defesa



Quem posso ser?
Para regar teus prantos
Onde posso saber?
Para plantar tal semente
Entre atos cultivados
É árvore se ao menos crescer
Que fruto dará
Ao amanhecer da face
Se resguarda o coração
Em corpo nu
Se a Alma persiste vestida de ódio
Preconceitos comuns ao humano
Quem ressurge?
Quem te chama?
No tempo que urge
A voz clama justiça
Terra que treme
Suspirando o fim
Quem te abraça
Contemplando teu choro
Quem segura essas lágrimas vertidas
Nas folhagens do outono
Quem Grita teu nome
Em tua defesa
Agarrando teus braços
E te ergue de novo
Depois da derrocada
Se fosse amor não seria banal
Mas na paixão tudo é aceso
Mentira que queima
E o fruto se estraga
Logo a nascença
a semente se ergue
o fruto se salva



sábado, 28 de julho de 2012

São esses olhos


São esses olhos que brotam

A maresia do amanhecer

Se a vida se afunda

Entre a tempestade

Nos braços que se estendem

E a vida deixa de viver



Uma pequena flor

Plantada a beira-mar

Nesse cheiro nesse odor

De ternura turbulenta

Rede num barco a remos

Que retorna vazia



São esses olhos que se enchem de alegria

Deixando soltar pequenas lagrimas de dor

Corações perdidos a deriva da alma

Espinhos plantados no amor



Ressurgimentos de um dia

Segundo a segundo

Sem pudor, despidos ao luar

Enquanto tudo sem lugar gira



Palavras secretas

Colaturas abertas

Picadas de insetos

Pelo verão de ti

Pedindo mais um dia

Em teus olhos

De comportas abertas