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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A lágrima apenas cai!



Decadência!
Fragmento de mim
Ao relento de ti
Enquanto seguro a plateia!
O chão é gasto
A parede gasta
O sorriso traçado
Por linhas confusas
O céu pula´
Como mentira
De azul
Cada vez que a chuva cai

Soleira estendida
No meu horizonte
Falhado, entrosado
Ponto cruz de agulha
Semente em palavra
Semeada ao tempo
Que não ousa em falar
E tudo são duras ousadias
Lágrimas de prazer
Beijos por dar
Abraços por ficar

Todo são ventos passageiros
Tempestades longas
Em cada vez que iço a ancora
E ergo as velas
Por agora fico calado
Mesmo querendo gritar
Um nome após outro
Saudade que me apega
Seres únicos
Gotas de água
Que completam meu oceano

E me abrem a janela
Já desgastada
Pela humidade do momento
Circulo que me labirinto
e a lágrima apenas cai!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Desejo esquecer esse beijo




Não te posso tirar nem mais um passo
Estou caído em ti
Entre o cansaço
Cada Vez que me constipas
Nessa alma gelada
E me tornas em nada de mim

Não posso ser mais um fantasma
Dar mais um passo para a mágoa
Aprendendo a viver meia vida
Em cicatrizes vivas

Olha a tua volta
E encontra uma maneira de me encontrares
Ainda me deves um adeus
E uma lagrima solta

Senti tudo em pouco tempo
Nas luzes que me tiras dos olhos
Desejo esquecer esse beijo
E agora voltas como um momento

Tentando colher minhas alegrias
Plantado cicatrizes
Despindo meu corpo gelado
Mudando todas as directrizes
Por isso te grito!
Olha a tua volta
E encontra uma maneira de me encontrares
Ainda me deves um adeus
E uma lagrima solta

Não sou estrela caída
Em tua vida
Anjo sem asas
Que não quer voar

Salvando uma vida
Vendo sobre os teus muros
Sem alcançar
Teu beijo venenoso

O mundo em mim já caiu
Nas cicatrizes de ti
Será mais fácil
Não dizer que mentiu

Não posso mais ser mais um fantasma
Dar mais um passo para a mágoa
Aprendendo a viver meia vida
Em cicatrizes vivas

Tentando colher minhas alegrias
Plantado cicatrizes
Despindo meu corpo gelado
Mudando todas as directrizes

Agnus Dei

Navis vela
Maximum vai mare
Satan descendit,
Ad mundum cæcus

Amplecti volumus tamquam mare
Quid aranea in sua tela
Anima nostra erit nutrientibus
Conversus voce audientium

Quos Jehovah vai Rugar
In his tenebris
Qui adorabitis omnipotens
Quis vestrum manere

Vestras exaudire verbum summum
Turbo humanitas parva
Ecce, ecce bestiam magnam
Qui lente deuorat

Qui pascit vos vel Babylonios
Et quod sanctifico vos putrescet
Jehovae! Factus verbum tuum inglorius
Nulla lux in ratione

Nunc venit princeps gloria
Affer gladium tuum
Liberarent nos a via hac
Illumina historia nostra

Quidem venit et pacem facit
Et in veritate diminutio
Persequentes equitat tenebrarum harum
Jehovah est in potestate

Hi sunt tenebris
BRUTUS
Lamia quod nutrientibus in sanguinem
Daemoniorum pascat in carne nostra,

Ecce thronum Satan
Plaguing terra
Pandentemque portas
Enim Gehenna

Et omnia nihil est et retro
Tantummodo mortem
Qui non effugit
Interitum hoc

Satan furatus est sol
Admotusque nocte
pro terra et mari
Ipse est enim inter nos
Ad lente devorantis nobis

Inter terribilis dolor
Piget me et obsecrationes,
Scissura quod cadit
In RISUS bestiae
Veni cito Dominus agni
Ut eripio

Agnus dei 

Veni velox ad salutem

Quando tetra nox quay
Tenebris sine lumine
Quibus tempus non duret
Manu angeli corruerunt

Iube spiritu tuo
Apud sepulcrum nebula
Inter nebula
De nascentium sol

Eleves manus iterum
Inter apertum certamen
sumentes POSITIONES
Quid anima aperto

Non me hanc vocem limes
Adferte mihi anima
Retinere cor vestrum
Opprobrii sui catena

Mare adhuc patentes
Clama pro libertate
Adhæsit in deserto
In hoc mundo insaniae

In hoc lavacro anguis
Lavat Babylonios
In dementes venenum
Diabolica creatura

Resurging desiderium crudelis
non redemptionem
Ubi sit lumen sit infidelis
Inter ventus qui ponit nobis pars

Tulit omnem densa
Explicit infideles
Caecus et crudelis
Hic venit ieiunium

Veni velox ad salutem
Maioris dilectionis
Qua fata unit
Subito ortu, nova quadam ratione

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

São escadarias




São escadarias longas que me levam ao rio, ao sorriso das lavadeiras, aos putos em suas brincadeiras. Sentimentos que me retenho no coração, voz apregoada dos vendedores soltando sorrisos vendendo amores sonhos para viver no vinho casto desse amanhecer.
É como dar e receber nessa escadaria que me leva a luz do rio, ao horizonte de um sonho por colorir, que me abre a porta do coração me beijando a boca em cada emoção, é tristeza e alegria em vida entre as gaivotas e o cheiro a maresia que me acolhe sem hipocrisia!
São escadas dos guindais entre gerações resistindo a vendavais, onde o sol nasce a cada amanhecer ao primeiro olhar, no primeiro sorriso, fazendo tudo de novo! E de repente esse amor me traz um novo significado de beleza pura, para viver a cada dia em que reso para que de repente tudo dure para sempre, e eu digo baixinho é tão bom saber onde chorar!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Rodopiando nesse baloiço



Apenas o silêncio neste final de tarde
Uma lagrima entre as dunas e o mar
Essa voz que se afasta
Nas areias que não consigo agarrar

Uma vida num leve respirar
Despedida entre um pequeno olhar
O grito imenso de mais um acordar
Abandono de um abraço por dar

Sentimento, carta por escrever
Ao ler. quero apenas abandonar
Entre a razão
Bem sei que é tudo uma caixa a navegar

E se não consegues ver
Essas ruinas que não quero dizer
Como um corpo que me chama
Eu me acuso entre esse quarto vazio

Provo enquanto respiro
Tudo que foi e não mais será
Dando tudo que se tem
Entre a minha melhor mão

Carregando cada nuvem
Cercado pelos pés descalços
Entre sapatos rotos
Vozes caladas
Ao som do silêncio

E amanha será uma bonita vida
Entre esse sorriso e esse olhar
Te ergues na nudez
Entregue a um novo despertar

Voltando a ser criança
Rodopiando nesse baloiço
Que em mim me fez despertar
Uma razão para amar





domingo, 27 de janeiro de 2013

Rasuro essa forma de te olhar



Quem me faz o que sou?
Pela noite que me acolhe!
Que me desarma;
Entre o abraço, quem me levou

Se o sol assim nasce
Quem brilha em mim
Nas noites sombrias
Tumultos e súplicas
Onde a dor entre com todo esplendor

Quem escuta por escutar
Içando seu ouvido
Contemplando as cores
Desertas entre tantas outras

Linhas discretas
Que descrevem o eu de ti
Sorrisos escondidos
Entre portas e mais portas secretas
Labirintos por revelar

Entre o abraço
E o leve toque de uma mão
Amanhece meu corpo
Estremece teu desejo
Carente homem morto
Sem jazigo em perigo
De agarrar o vento
Lento entre ti
Apenas o pensamento
De quem fui
Ao te ver

Do que sou ao te rever
Invento de novo
Essa caricia rosada
Desminto que em esquecimento
Esqueci no agora quem me retorna

Rasuro essa forma de te olhar
Abrindo apenas um pouco mais esses olhos
Meus olhos que se teimam em fechar
Abro uma nova morada
E deixo deixando simplesmente
Esse teu, vento teu entrar